Desigualdades socias em saude em mocambique

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    12-Apr-2017

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<p>NDICEINTRODUO31.OBJECTIVOS41.1. Objectivos gerais41.2. Objectivos especficos42. Metodologia43. DESIGUALDADE SOCIAL EM SADE EM MOAMBIQUE53.1. O princpio fundamental de Karl Marx53.2. Sociedade53.3. Classes sociais53.4. Estado e Poltica63.5. A luta de classes63.6. Desigualdade social74. CONSEQUNCIAS DA DESIGUALDADE SOCIAL EM SADE74.1. Implicaes poltico-ideolgicas da desigualdade social no mundo e em Moambique84.2. Contextualizao histrica da desigualdade social94.3. A influncia da classe social na desigualdade em sade104.4. Raa e gnero104.5.A sade e padres de crescimento econmico114.6. Medindo desigualdades de sade em Moambique125. MEDIDAS DE DESIGUALDADE NA PRESTAO DE CUIDADOS DE SADE135.1. A persistncia da desigualdade135.2. Religio14Concluso15Bibliografias16</p> <p>INTRODUOO presente trabalho versa pelo tema Desigualdade social em sade em Moambique. Na verdade, como se pode ver pelo tema no mundo em que vivemos percebe-se que os indivduos so diferentes, estas diferenas se baseiam em coisas materiais, raa, sexo, cultura e outros. Os aspectos mais simples para constatarmos que os homens so diferentes destacam-se os fsicos e sociais. Com este trabalho, pretende-se focar maior ateno as desigualdades sociais em sade. Constatamos isso em nossa sociedade, pois nela existem indivduos que vivem em absoluta misria e outros que vivem em manses rodeados de coisas luxuosas e com mesa muito farta todos os dias enquanto outros no tem o que comer durante o dia. Por isso, nota-se que existe a desigualdade social, ela assume feies distintas porque constituda por um conjunto de elementos econmicos, polticos e culturais prprios de cada sociedade. Este trabalho surge no mbito da cadeira de sade comunitria, com o objectivo de abordar aspectos inerentes ao tema desigualdade social em sade em Moambique. O tema bastante relevante para a sociedade global e especificamente a moambicana porque o mundo e o pas em especial so fortemente afectados por essa situao causando inmeros conflitos sociais. Por isso, torna-se relevante explicar esse fenmeno com bases tericas de Karl Marx. Como estudante relevante estudar este fenmeno para poder explicar com maior preciso as causas do surgimento, as consequncias e possveis solues para o indivduo e a sociedade. Uma vez que o nosso pas no excepo num conjunto de pases que enfrentam essa situao (desigualdade Social), pretende-se com o trabalho, compreender e explicar a ocorrncia desse fenmeno com o objectivo de consciencializar a sociedade e procurar demonstrar possveis solues. </p> <p>1.OBJECTIVOS1.1. Objectivos gerais</p> <p> Analisar os aspectos que fazem parte e como mitigar a desigualdade social em Moambique.1.2. Objectivos especficos</p> <p> Identificar as diferenas que se tornam desigualdades por causa de caractersticas fsicas e/ou culturais. Favorecer a discusso sobre os esteretipos existentes em relao s raas e etnias existentes em Moambique. Mostrar as dificuldades e constrangimentos a que muitos (as) adolescentes e jovens so submetidas nos servios de sade, quando buscam atendimento nas reas da sade sexual e da sade reprodutiva. Contribuir para que adolescentes e jovens tomem conscincia de propostas e experincias que contribuam para a superao de barreiras socioeconmicas e culturais que limitam a vida de uma parte considervel da populao Moambicana.2. Metodologia</p> <p>Para elaborao deste trabalho foi feito uma reviso bibliogrfica. Onde foi usado o mtodo indutivo, que um mtodo responsvel pela generalizao, isto , partimos de algo particular para uma questo mais ampla, mais geral. Para Lakatos e Marconi (2007:86), Induo um processo mental por intermdio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, no contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos argumentos indutivos levar a concluses cujo contedo muito mais amplo do que o das premissas nas quais nos baseia-mos.</p> <p>3. DESIGUALDADE SOCIAL EM SADE EM MOAMBIQUEEncontra-se no mundo um contraste alarmante, enquanto milhes de pessoas passam fome, uma minoria usufrui do progresso e da tecnologia que a sociedade oferece. A reclamao contra o carcter ineficiente do Estado geral e os benefcios colectivos do Estado so pequenos e de pouca qualidade diante de to ampla desigualdade social. Marx j fazia, na Comuna de Paris, as mesmas reclamaes que se fazem hoje contra o Estado. 3.1. O princpio fundamental de Karl Marx </p> <p>A nica realidade a matria e suas foras, cuja evoluo contnua e progressiva gera as sociedades humanas. A estrutura e o desenvolvimento das sociedades possuem base econmica (materialismo econmico) e obedecem a dialctica hegeliana cuja expresso a luta de classe (Castro, 2000). 3.2. Sociedade </p> <p>Segundo Marx citado por Tomazi (1993), a sociedade um conjunto de actividades dos homens, ou aces humanas, e essas aces que tornam a sociedade possvel. Essas aces ajudam a organizao social, e mostra que os homens se relacionam uns com os outros. Esta relao determinada por diferentes classes que compem a sociedade.3.3. Classes sociais </p> <p>Para Marx, as classes no seriam apenas um grupo que compartilha um certo status social, mas definida em relaes de propriedade. Para ele havia aqueles que possuam o capital produtivo, com o qual possuam a mais-valia, constituindo assim a classe exploradora, de outro lado estava os assalariados, os quais no possuam a propriedade, constituindo assim o proletariado (Campos, 2007). As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo de organizao social estabelece as desigualdades, de privilgios e de desvantagens entre os indivduos. Essas desigualdades so adquiridas socialmente. As divises em classes se do na forma que o indivduo est situado economicamente e scio-politicamente em sua sociedade. </p> <p>3.4. Estado e Poltica</p> <p>Para Marx citado por Castro (2000), as relaes de produo formam a estrutura social. As formas de produo determinam as formas de conscincia. O factor econmico determinante fundamental da estrutura e do desenvolvimento da sociedade, isto , organizao poltica, religio, lei, filosofia, cincia, arte, literatura e a prpria moralidade. O autor defende que o estado a superstrutura a servio da classe dominante. Karl Marx com a ideia do Estado como sendo um instrumento na qual uma classe domina e explora outra classe, defende que este (Estado) seria necessrio a proteger a propriedade e adoptaria qualquer poltica de interesse da burguesia, seria o comit executivo da burguesia. Marx defende que o poder poltico meramente o poder organizado de uma classe para oprimir a outra e que a luta entre as mais variadas classes o que configura a histria de toda sociedade, uma histria construda por grupos de interesse organizados, as classes sociais, que usam os recursos polticos para o seu benefcio mesmo quando necessrio o uso da fora contra as classes opositoras. Classes que so egostas, que no lhes importam os interesses nacionais, seus interesses esto acima do nacional, muito menos as classes opositoras (Campos, 2007). 3.5. A luta de classes </p> <p>As classes sociais se inserem em um quadro antagnico, elas esto em constante luta, que nos mostra o carcter antagnico da sociedade capitalista, pois, normalmente, o patro rico e d ordens ao seu proletariado, que em uma reaco normal no gosta de recebe-las, principalmente quando as condies de trabalho e os salrios so precrios. As greves e reivindicaes que exigem melhorias para as condies de trabalho, mostrando a impossibilidade de se conciliar os interesses de classes um exemplo claro dessas lutas de classes. De acordo com Marx, a luta de classes est em todos os momentos da vida social, a greve apenas um dos aspectos que evidenciam essa luta. A luta social tambm est presente em movimentos artsticos como telenovelas, literatura, cinema, etc. Para Marx, a compreenso dos conflitos de interesse entre grupos sociais no tem sua raiz nas relaes legais ou jurdicas, essa raiz deve ser procurada nas relaes materiais de vida ou seja, nas aces sociais dos indivduos para ganhar a vida (Pinho e Vasconcellos, s/d). 3.6. Desigualdade social </p> <p>O marxismo estabelece que a desigualdade inerente ao modo de produo capitalista resultante de um conjunto de relao pautada na propriedade como um facto jurdico, e poltico. O poder de dominao que d origem a essas desigualdades em que uma classe produz e a outra domina os meios de produo (Tomazi, 1993). Ela produz-se inevitavelmente no processo normal das economias capitalistas, e no pode ser eliminada sem alterar de modo fundamental os mecanismos do capitalismo. Ademais, forma parte do sistema, o que significa que o detentor do poder tem interesses criados em manter a desigualdade social (Peet, s/d). 4. CONSEQUNCIAS DA DESIGUALDADE SOCIAL EM SADE</p> <p>Marx defende que as desigualdades sociais no so acidentais, e sim produzidas por um conjunto de relaes que abrangem as esferas da vida social. Como consequncia da desigualdade, na economia existem relaes que levam explorao do trabalhador e concentrao da riqueza nas mos de poucos indivduos. Na poltica, a populao excluda das decises governamentais (Bourguignon, 2010). Alm destas consequncias, existem vrias outras como: o crescente estado de misria, as disparidades sociais, a extrema concentrao de renda, os salrios baixos, o desemprego, crimes, a fome que atinge milhes de indivduos, a desnutrio, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violncia, etc. Todo esse conjunto de consequncia da desigualdade d origem a conflitos sociais que surgem como tentativas de reivindicao das classes desfavorecidas. Em Moambique as diferenas sociais so bastantes notveis, tal como em vrios pases do continente africano. Moambique se soma aos j tradicionais altos ndices de misria e violncia tendo como uma das principais causas a guerra civil. bastante notvel a misria em Moambique, como exemplo podemos narrar do caso de dois bairros vizinhos situados na cidade de Maputo. Enquanto doutro lado existem grandes manses recheadas de moblias de grande valor monetrio e uma variedade de carros na garagem, do lado vizinho, isto , bairro da Polana canio encontram-se casas de construo precria de indivduos passando difceis condies de vida. </p> <p>Ainda no contexto da desigualdade em Moambique, pode analisar-se este facto que incide de uma maneira to notvel at nos lugares onde supostamente no deveria haver. Um exemplo para esta situao, so as situaes actuais dos cemitrios no pas. Talvez analisar com maior detalhe a situao do cemitrio de Lhanguene na cidade de Maputo. Nota-se que h uma grande desigualdade ou diferena das campas no local, umas so muito bem ornamentadas e feitas de mrmore e outras so feitas de cimento e encontram-se em mau estado de conservao. O mais interessante analisar que as campas bem conservadas e feitas de material de boa qualidade so de indivduos de uma classe alta, aqui nota-se grande desigualdade entre indivduos da classe baixa e os da classe alta. Outro factor drstico que surge como consequncia da desigualdade social o suicdio. De acordo com Durkheim (1996), os indivduos tm um certo nvel de integrao com os seus grupos, o que ele chama de integrao social. Nveis anormalmente baixos ou altos de integrao social poderiam resultar num aumento das taxas de suicdio: Nveis baixos porque baixa integrao social resultam numa sociedade desorganizada, levando os indivduos a se voltar para o suicdio como uma ltima alternativa; Nveis altos porque as pessoas preferem destrurem a si prprias do que viver sob grande controlo da sociedade. 4.1. Implicaes poltico-ideolgicas da desigualdade social no mundo e em Moambique</p> <p>A dominao ideolgica fundamental para encobrir o carcter contraditrio do capitalismo. A palavra ideologia foi criada no comeo do sculo XIX para designar uma "teoria geral das ideias". Foi Karl Marx quem comeou a fazer uso poltico dela quando escreveu um livro junto com Friedrich Engels intitulado A ideologia alem. Nessa obra, eles mostram como, em toda sociedade dividida em classes, aquela classe que domina as demais faz tudo para no perder essa condio. a que entra a ideologia: ela constituir um corpo de ideias produzidas pela classe dominante que ser disseminado por toda a populao, de modo a convencer a todos de que aquela estrutura social a melhor ou mesmo a nica possvel. Com o tempo, essas ideias se tornam de todos; em outras palavras, as ideias da classe dominante tornam-se dominantes na sociedade (Gallo, s/d). Ex: certos membros que participaram na luta de libertao nacional de Moambique afirmam que as desigualdades de riquezas (ou bens econmicos) existentes no pas entre eles e o povo ser justas, fazendo com que o povo receba essa ideia como sendo aceitvel.A desigualdade social tem afectado imenso a nao moambicana. Desde o incio do processo de desenvolvimento, encontra-se um factor evidente: o crescimento econmico, que tem gerado condies extremas de desigualdades espaciais e sociais, manifestaes entre regies, meio rural e o meio urbano, entre centro e periferia e entre as raas. A disparidade econmica encontrada no pas reflecte-se em especial sobre a qualidade de vida da populao: expectativa de vida, mortalidade infantil e analfabetismo, dentre outros aspectos. As populaes mais pobres no tm ascenso no mercado de trabalho. Com o processo de urbanizao, a modernizao do sector agrcola e a industrializao no espao urbano grande parte da populao rural migrou para as cidades procura de empregos e melhores salrios. evidente a presena de trs classes sociais diferentes, sendo elas: classe baixa, mdia e classe alta. A classe mdia pouco faz-se sentir comparativamente a outras duas. Como j vimos no capitalismo, quem tinham condies para a dominao e a apropriao, eram os da classe superior, os burgueses, capitalistas, os ricos, quem trabalhavam para estes eram os operrios, os pobres, pois bem esses elementos so os principais denominadores de desigualdade social. A elevada concentrao da riqueza mobiliria e imobiliria de uma classe (rica) e o declnio dos salrios reais e existncia dos altos preos de produtos bsicos so factores estruturais polticos, sociais e econmicos que contribuem para gerar a desigualdade de renda em Moambique. Contudo, h uma m distribuio de riqueza, sendo que se pode considerar a desigualdade social como um dos principais determinantes da pobreza no pas. 4.2. Contextualizao histrica da desigualdade social </p> <p>Do ponto de vista de Marx, as lutas de classes exploradas, com vista a destruir as classes possuidoras, explicam as revolues que marcaram a histria. Foi na sociedade industrial que as contradies entre as foras de produo e as relaes de produo surgiram com maior nitidez. A sociedade industrial necessitou de meios de produo considerveis: capitais, mquinas, mo-de-obra. Daqui resultou uma enorme concentrao de riquezas nas mos da classe possuidora e uma concentrao das massas laborais em torno das fbricas, concentrao at ento nunca vista (Rocher, 1989). 4.3. A influncia da classe social na desigualdade em sade </p> <p>Os poderes e deve...</p>