Hermenêutica - Introdutória

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    10-Aug-2015

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<ol><li> 1. HERMENUTICA </li><li> 2. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Praticamente todos os livros que tratam a respeito de pregao enfatizam que a Igreja de nossos dias sofre com um declnio da pregao. Em muitas igrejas ela vem sendo substituda por muitas outras atividades como testemunhos, discursos, msicas, etc. </li><li> 3. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Na dcada de 70 Dr Martyn Lloyd-Jones dizia que a pregao era a tarefa primordial da Igreja e explicou que enfatizava isso por causa da tendncia de desprezar a pregao substituindo-a por outras atividades. Infelizmente de l para c a situao no melhorou. Na dcada de 90 John Timmerman disse que em muitas igrejas, o sermo uma ilha diminuindo cada vez mais em um mar turbulento de atividades. </li><li> 4. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Bill Hybels (Willow Creek Chicago E.U.A) - no podendo mais o fato do seu desvio da pregao do Cristianismo "jurou que no ia ensinar mais sobre o pecado e sobre o Cristianismo, e menos sobre cura emocional. (Em 1983 Hybels declarou que ele via finalmente sua imagem como uma ovelha " negra) Joel Osteen (Lakewood Church Houston Texas E.U.A)- A Night of Hope (uma noite de esperana) No gosta de falar: arrependimento, pecado, evita pregar todo o conselho de Deus. leia Gl 1:10-11 </li><li> 5. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA O que pregao? A pregao constituda de 4 coisas: Proclamar a mensagem dada pelo Rei Isto nos fala da fonte e autoridade da pregao; Anunciar boas novas Isto nos fala da qualidade e esprito da pregao; </li><li> 6. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA dar testemunho dos fatos Isto nos fala da natureza e da base na qual est fundamentada a pregao; um esclarecimento das implicaes da mensagem Isto nos fala do alvo (o corao do ouvinte) e da medida do sucesso (mudana de vida do ouvinte) da pregao. </li><li> 7. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Em resumo poderamos dizer que pregar : Ler o texto, Explicar o texto e Aplicar o texto. </li><li> 8. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Como Deve ser a Pregao A pregao da Palavra central e inegocivel para uma adorao autentica. A pregao uma das marcas da verdadeira igreja. John Stott disse que pregar indispensvel ao cristianismo. Mas se pregar essencial de que tipo de pregao estamos falando? Estamos falando da pregao expositiva. </li><li> 9. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Pregao Expositiva Muito do que acontece em pulpitos evanglicos hoje no pregao. Pregar no dizer coisas interessantes sobre Deus, ou apresentar um discurso religioso ou ainda narrar uma histria. Pregar tambm no trazer uma mensagem de auto-ajuda. </li><li> 10. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Em todos os casos citados a fora declarativa da Escritura enfraquecida. Um dos primeiros passos para resgatarmos a pregao crist autntica definir o que queremos dizer quando usamos o termo pregar. </li><li> 11. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Em linhas gerais, como j dissemos, pregar ler o texto, explicar o texto e aplicar o texto. Uma boa ilustrao para pregao encontrada em Neemias 8.8. Ali diz que Esdras tomou o livro da lei o leu e deu claras explicaes de maneira que o povo entendesse. Explicar expor o texto, analisa-lo e tornar claro o seu significado. Este o cerne da pregao expositiva, ou seja, ler a Palavra de Deus e em seguida explica-la s pessoas de modo que elas entendam. </li><li> 12. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Quais as caractersticas da pregao expositiva? A Pregao Expositiva aquele tipo de pregao crist que tem como propsito central a apresentao e a Aplicao do texto Bblico. Todos os outros interesses so subordinados tarefa central de apresentar o texto bblico. O Texto da Escritura tem o direito de estabelecer tanto o contedo quanto a estrutura do sermo. Quais so as marcas da pregao expositiva? </li><li> 13. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Quais so as marcas da pregao expositiva? 1. caracterizada por autoridade 2. Cria um Senso de Reverencia 3. Est no centro do culto 4. Aponta para Cristo (Sua pessoa, obra ou ensino) </li><li> 14. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Qual o contedo da pregao expositiva? Uma das caractersticas mais distintivas da pregao diz respeito ao seu contedo bblico e cristocentrico. Em tempos em que a pregao tem como contedo promessas de cura e prosperidade, especulao filosofica, etc sem dvida relevante indagar qual deve ser o contedo da pregao. </li><li> 15. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Bblico Os reformadores pregaram a Bblia, toda a Bblia e s a Bblia. Foi o contedo bblico que conferiu autoridade a pregao deles. Para os puritanos pregao verdadeira sempre foi exposio da Bblia. Pregao bblica pregar a mensagem da Bblia, a partir da Bblia e no contexto em que a Bblia a coloca. </li><li> 16. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Cristocentrico A pregao reformada particularmente cristocentrica. Os reformadores pregavam a Bblia toda tendo Cristo, sua pessoa, obra e reino como tema central. Spurgeon certa vez em uma ilustrao disse que assim como de cada cidade, vila ou povoado h uma caminho para Londres, assim tambm de cada texto bblico h um caminho para Cristo. </li><li> 17. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA Cristocentrico Van Groningen disse que a Bblia tem trs linhas que a percorrem toda: Reino, Aliana e Mediador. O Reino corresponde ao povo de Deus. A Aliana o meio atravs do qual Deus se relaciona com este povo. O Mediador aquele atravs de quem a aliana firmada. Em todas as passagens bblicas pelo menos um dos temas est presente de modo que a partir deste se consegue chegar aos demais chegando, portanto, sempre ao mediador que Cristo. </li><li> 18. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA O Que Torna a Pregao excelente Exatido Exegtica No haver um pregador verdadeiro se tudo o que ele disser no estiver fundamentado em exatido exegtica. </li><li> 19. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA O Que Torna a Pregao excelente Exatido Exegtica Pecamos quando pregamos aquilo que imaginamos ser o que a Escritura ensina e no o seu verdadeiro significado. No podemos chegar diante da congregao e dizer que Deus disse o que na verdade ele no disse. </li><li> 20. POR QUE ESTUDAR HERMENEUTICA preciso fugir: Da Superstio Ficar procurando significados ocultos (numerologia, por exemplo) Alegoria Exemplo: Gen. 24 Abrao Deus, Isaque Cristo e o servo de Abrao o Esprito Santo. Rebeca a Igreja e os camelos so as beno espirituais com as quais o Esprito Santo conduz a Igreja at Cristo. </li><li> 21. DEFINIES DE HERMENEUTICA Para uma boa pregao a Hermeneutica fundamental. </li><li> 22. DEFINIES DE HERMENEUTICA Para uma boa pregao a Hermeneutica fundamental. "Hermenutica a cincia que nos ensina os princpios, as leis e os mtodos de interpretao". (Berkhof) </li><li> 23. DEFINIES DE HERMENEUTICA "Hermenutica a cincia da interpretao". (Barrows) </li><li> 24. DEFINIES DE HERMENEUTICA "A hermenutica a cincia e a arte da interpretao bblica". (Virkler) </li><li> 25. DEFINIES DE HERMENEUTICA A hermenutica uma cincia e uma arte. uma cincia porque orientada atravs de regras com um sistema. uma arte porque a aplicao das regras pela prtica e no por imitao mecnica. </li><li> 26. O PROPSITO DA HERMENEUTICA O propsito primeiro da hermenutica a interpretao das Escrituras. Um propsito secundrio o de tornar o texto e o seu sentido o mais claro possvel, luz do prprio texto e contexto. </li><li> 27. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA Ela necessria por ao menos quatro fatores: 1. Diferenas Histricas: em razo do tempo, estamos separados dos escritores e leitores originais. </li><li> 28. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA 2. Diferenas Culturais: h diferenas culturais significativas da poca dos escritores e leitores e da poca contempornea. </li><li> 29. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA 3. Diferenas Lingsticas: as lnguas e suas propriedades nas quais foram escritas. </li><li> 30. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA 4. Diferenas Filosficas: pontos de vistas sobre a vida, circunstncias, da natureza, do universo diferem entre vrias culturas. Para se transmitir uma mensagem incontestvel de uma cultura para outra, um tradutor ou leitor deve estar atento a respeito das similaridades e contrastes de mbito geral. </li><li> 31. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA Dois fatores contribuem para enfatizar tais necessidades: averiguar o que Deus tem dito nas Escrituras. importante determinar o que Deus tem dito nas Escrituras. Esta averiguao deve ser feita de forma cuidadosa, sistemtica e de acordo com o sistema bblico de interpretao, buscando o sentido primrio da palavra, conhecendo a poca do escritor e dos seus leitores. </li><li> 32. A NECESSIDADE DA HERMENEUTICA Transpor as diferenas de nossas mentes quanto s mentes dos escritores bblicos. As maiores divergncias que dificultam a interpretao so as de natureza histrica, cultural, lingstica e filosfica. </li><li> 33. MTODOS DE INTERPRETAO BBLICA Pontos preliminares O permanente e o temporal Uma questo importante ao interpretar a Bblia a determinao daquilo que tem carter invarivel e geral e o que apenas transitrio ou particular. Para se diferenciar entre o que permanente e temporal deve-se, alm de aplicar regras hermenuticas, considerar tambm o que relativo aos costumes e aos princpios. O que de natureza permanente nunca deve ser anulado, sob quaisquer argumentaes. </li><li> 34. MTODOS DE INTERPRETAO BBLICA O essencial e o secundrio Deve-se ter sob consideraes os graus de importncia dos textos bblicos, destacando-se o essencial como bsico para uma viso adequada das Escrituras e para sua correta interpretao. A nenhuma passagem pode-se atribuir um significado contrrio ao contedo fundamental da Bblia. </li><li> 35. MTODOS DE INTERPRETAO BBLICA Pontos claros e obscuros Nem todas as partes da Bblia apresentam idntica clareza em todos os seus temas. As doutrinas soteriolgicas so definidas, embora no com simplicidade. Por outro lado, as escatolgicas no so to claras. Todavia, nenhum dos temas obscuros da Bblia fundamental. </li><li> 36. MTODOS DE INTERPRETAO BBLICA Abordaremos os seguintes Mtodos: Literal Alegrico Liberal Histrico-crtico Gramtico-histrico </li><li> 37. MTODO LITERAL Mtodo Literal Este mtodo baseia-se no princpio de que um texto deve ser entendido sempre em seu sentido literal, a menos que isto seja racionalmente inadmissvel, como sucede no caso de metforas, smbolos, figuras de linguagem. </li><li> 38. MTODO LITERAL 1. Uma palavra deve ser compreendida em termos de sua sentena e a sentena, em termos do seu contexto. 2. uma passagem clara deve dar preferncia a uma passagem obscura, quando se trata do mesmo assunto. </li><li> 39. MTODO ALEGRICO A alegoria uma metfora ampliada. Difere da parbola no sentido em que esta tipicamente mantm a histria distinta de sua interpretao ou aplicao, enquanto que aquela entrelaa a histria e seu significado. </li><li> 40. MTODO ALEGRICO Quando se trata de interpretao, parbola e alegoria diferem em outro ponto bsico: a parbola possui um ponto central, um ncleo e os detalhes so significativos apenas enquanto se relacionam com esse ncleo. A alegoria geralmente tem diversos pontos de comparao, no necessariamente concentrados ao redor do ponto central. </li><li> 41. MTODO ALEGRICO A alegoria contm, dentro de si mesma, a interpretao e, a coisa significada est identificada com a imagem. (Mt 5.13; Jo 15.1). A alegoria continuamente emprega palavras em sentido metafrico e, sua narrao, por muito supositiva que seja , manifestamente fictcia. </li><li> 42. MTODO ALEGRICO A alegoria um discurso no qual o assunto principal est representado por algum outro assunto com o qual tem semelhana. Ec 12.3-7; Jo 10.1-16; 1Co 3.10-15; Gl 4.21-31). </li><li> 43. MTODO LIBERAL O liberalismo se guia por alguns princpios que so considerados fundamentais no desenvolvimento da teologia. Tais princpios podem ser resumidos, como segue: </li><li> 44. MTODO LIBERAL a liberdade de pensamento e ao. autonomia da razo. exaltao do homem como centro do pensamento e da experincia religiosa. </li><li> 45. MTODO LIBERAL adaptao da teologia, ora filosofia ora s cincias naturais e histricas. possibilidades de mudana nos conceitos teolgicos na medida em que o regresso cultural a torne necessria. </li><li> 46. MTODO LIBERAL Regras do Mtodo Liberal que so aplicadas interpretao das Escrituras: 1. a mentalidade moderna deve governar a abordagem bblica. 2. a Bblia deve ser tratada apenas como um livro humano. </li><li> 47. MTODO LIBERAL 3. doutrinas como a do pecado, depravao total, inferno devem ser rejeitadas porque ofendem a 'sensibilidade' do homem moderno. 4. a cincia presume regularidade da natureza; portanto, os milagres devem ser rejeitados. </li><li> 48. MTODO LIBERAL 5. a inspirao redefinida. 5.1. todas as formas de inspirao genuna so rejeitadas. 5.2. revelao redefinida como um discernimento humano para verdades religiosas ou descobertas de verdades religiosas. </li><li> 49. MTODO LIBERAL 5.3. o supernatural redefinido. O supernatural pode significar: tudo aquilo que extraordinrio, miraculoso, oracular, no atingvel ao conhecimento ou poder pela natureza humana ordinria; ou, pode significar: acima da ordem material, ou alm do simples processo natural, isto , a orao, tica, pensamento puro, imortalidade. A ortodoxia histrica aceita o supernaturalismo nos dois sentidos; por outro lado, o liberalismo aceita apenas o ltimo. </li><li> 50. MTODO LIBERAL 5.4. tudo na Bblia que supernatural, em princpio, rejeitado. 5.4.1. quando o milagre ou o supernatural encontrado na Escritura tratado como folclore, mitologia ou elaborao potica. 5.4.2. o conceito de evoluo aplicado religio de Israel, e, portanto, aos documentos. 5.4.3. o primitivo e imaturo, tica e religiosamente o anterior; o avanado e elevado o posterior. Assim, pode-se recriar a religio de Israel e reajustar os documentos adequadamente. </li><li> 51. MTODO LIBERAL 5.5. o conceito de adaptao tem sido aplicado Bblia. 5.5.1. muito do contedo teolgico da Bblia enfraquecido ou anulado por afirmar que as declaraes teolgicas esto em moldes transitrios ou perecveis da terminologia antiga. 5.5.2. os nicos termos que Paulo poderia descrever a morte de Cristo baseiam-se nos sacrifcios sangrentos dos judeus. Assim, a doutrina da expiao conveniente s expresses do seu tempo e estas no so adequadas a ns. </li><li> 52. MTODO LIBERAL 5.6. a Bblia foi interpretada historicamente - como uma vingana. A interpretao histrica usada num nivelamento especial e num sentido reducionista pela interpretao liberal. 5.6.1. esfora-se por quebrar a unidade da Bblia. 5.6.2. torna a religio um fenmeno variante e mutvel, assim tornando impossvel 'canonizar' qualquer perodo de seu desenvolvimento ou de sua literatura. </li><li> 53. MTODO LIBERAL 5.6.3. cr que h condies sociais que criaram crenas teolgicas e a tarefa do intrprete no defender estas crenas (como a ortodoxia), mas compreender as condies sociais que as produziram. 5.6.4. enfatiza a continuidade da religio bblica com as religies, e enfatiza o ecumenismo, sincretismo. 5.6.5. enfatiza tanto a necessidade de encontrar o significado de uma passagem para os leitores originais dela, que repudia o elemento proftico ou preditivo da profecia. 5.6.6. rejeita a tipologia e a profecia preditiva como abusos cristos do Antigo Testamento. </li><li> 54. MTODO HISTRIC...</li></ol>