Hermenêutica Parte 2

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    16-Aug-2015

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<ol><li> 1. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 IIParte Hermenutica Bblica </li><li> 2. 1.Principais Correntes de Interpretao. 4. Concluso. 1.1 Corrente Espiritualista; 1.2 Corrente Humanista; 1.3 Corrente Reformada. 2.Mtodo de interpretao Bblica 1.1 Princpios para examinar uma passagem. 3. Aspectos da interpretao. 3.1 Introduo; 3.2Aspecto Pneumolgico; 3.3 Aspecto Teolgico. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li><li> 3. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Observando as diferentes nfases, tendncias, princpios e prticas de interpretao das Escrituras adotados no curso da histria da Igreja, pode-se perceber pelo menos trs correntes gerais nas quais as diversas escolas podem ser de certo modo agrupadas: Corrente Espiritualista; Corrente Humanista; Corrente Reformada. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li><li> 4. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica 1.1 Corrente Espiritualista. Muitos grupos na histria da interpretao bblica se caracterizaram por superenfatizar o carter espiritual (mstico) das Escrituras, em detrimento do seu carter humano. Esta corrente distingue-se especialmente pela insatisfao generalizada com o sentido natural, literal das Escrituras. Dois dos textos mais explorados so 2 Corntios 3.6: ...a letra mata, mas o Esprito vivifica e 1 Corntios 2.7. </li><li> 5. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Hermenutica Alegrica. Trata-se de um dos mtodos de interpretao mais antigos. Fortemente influenciados pelo platonismo e pelo alegorismo judaico, os defensores desse mtodo de interpretao atribuam diversos sentidos ao texto das Escrituras, enfatizando o sentido chamado de alegrico. Este mtodo pode fornecer esplndidas interpretaes, mas rouba o real significado do texto, desviando a ateno do leitor do seu verdadeiro sentido, que o Esprito Santo intentou transmitir. </li><li> 6. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Hermenutica Indutiva. Muitos so consciente ou inconscientemente adeptos desta corrente de interpretao bblica. Tambm chamados de impressionistas, os hermeneutas intuitivos caracterizam-se por identificar a mensagem do texto com os pensamentos que lhes vm mente ao l-lo, sem contudo dar a devida ateno gramtica, ao contexto e s circunstncias histricas, geogrficas, culturais, religiosas, etc. Uma verso moderna do mtodo de interpretao intuitiva pode ser verificada na prtica de abrir as Escrituras ao acaso para pregar ou encontrar uma mensagem para uma ocasio especfica, sem o devido estudo do texto e do seu contexto histrico. </li><li> 7. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Hermenutica Existencialista. Para a hermenutica existencialista o importante mesmo no o texto, mas o que est por trs dele. No interessa tanto o que o texto diz (historicamente), mas o que ele quer dizer (existencialmente). Logo, as Escrituras s sero interpretadas realmente se lidas existencialmente, se forem experimentadas. Ou seja, as Escrituras no so objetivamente a Palavra de Deus, elas se tornam Palavra de Deus, quando nos falam subjetivamente. Talvez as principais crticas hermenutica existencialista sejam que ela rejeita o elemento sobrenatural das Escrituras (milagres, encarnao, ressurreio, etc.) </li><li> 8. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica 1.1 Corrente Humanista. No extremo oposto da corrente espiritualista encontra-se a corrente que se pode chamar de humanista. Esta corrente caracteriza-se por dar nfase excessiva ao carter humano das Escrituras e por uma averso ao seu carter sobrenatural. A nfase dessa corrente est no mtodo, na tcnica, nos aspectos literrios ou histricos das Escrituras, em detrimento do seu carter divino, espiritual e sobrenatural. </li><li> 9. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica 1.1 Corrente Reformada. A corrente reformada de interpretao das Escrituras (objeto especfico deste estudo) posiciona-se entre as duas correntes extremas j consideradas. Ela (a corrente reformada) caracteriza-se pelo equilbrio resultante do reconhecimento do carter divino-humano das Escrituras. A interpretao reformada rejeita, por um lado, a alegorizao indevida das Escrituras e, por outro, repudia uma postura primariamente crtica com relao a elas. </li><li> 10. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Mtodo Gramtico-Histrico. O mtodo de interpretao adotado e praticado pela corrente reformada ou protestante conservadora conhecido pelo nome de mtodo gramtico-histrico; o mtodo de interpretao honrado pelo tempo, no dizer de M. Lloyd-Jones. Trata-se de um mtodo fundamentado em pressuposies bblicas quanto prpria natureza das Escrituras, que emprega princpios gerais e mtodos lingsticos e histricos coerentes com o carter divino-humano da Palavra de Deus. </li><li> 11. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Precursores: Escola de Antioquia e Agostinho. Os reformadores no criaram este mtodo de interpretao bblica do nada. Eles se fundamentaram no prprio ensino bblico sobre a sua natureza e na prtica apostlica. As origens da interpretao reformada tambm so encontradas na escola de Antioquia da Sria. Agostinho tambm pode ser considerado precursor do mtodo gramtico-histrico de interpretao bblica. Ele no parece haver sido consistente na aplicao do seu mtodo. De fato, sua distino de quatro sentidos das Escrituras foi to influente que prevaleceu por toda a Idade Mdia. </li><li> 12. 1.PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAO. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica Princpios de Agostinho: 1. A f um pr-requisito fundamental para o intrprete da Palavra de Deus. 2. Deve-se considerar o sentido literal e histrico do texto. 3. O Antigo Testamento um documento cristolgico. 4. O propsito do expositor descobrir o sentido do texto e no atribuir-lhe sentido. 5. O credo ortodoxo deve controlar a interpretao das Escrituras. 6. O texto no deve ser estudado isoladamente, mas no seu contexto bblico geral. 7. Se o texto for obscuro, no pode se tornar matria de f. As passagens obscuras devem dar lugar s passagens claras. 8. O Esprito Santo no dispensa o aprendizado das lnguas originais, geografia, histria, cincias naturais, filosofia, etc. 9. As Escrituras no devem ser interpretadas de modo a se contradizerem. Para isso, deve-se considerar a progressividade da revelao. </li><li> 13. 1.Mtodo de interpretao Bblica. A Bblia a Palavra de Deus. Mas, algumas das interpretaes derivadas dela no so. Existem muitas seitas, cultos e grupos cristos que usam a Bblia declarando que as suas interpretaes so as corretas. Muito frequentemente, no entanto, as interpretaes no apenas diferem dramaticamente umas das outras, como so claramente contraditrias. Isto no significa que a Bblia seja um documento contraditrio. Antes, o problema est naqueles que a interpretam e/ou nos mtodos que eles usam. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li><li> 14. 1.Mtodo de interpretao Bblica Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica 1.1 Princpios para examinar uma passagem. 1. Quem escreveu/falou a passagem e para quem era endereada? 2. O que a passagem diz? 3. Existe alguma palavra ou frase nesta passagem que precise ser examinada? 4. Qual o contexto imediato? 5. Qual o contexto mais amplo exposto no captulo e no livro? 6. Quais so os versculos relacionados ao assunto da passagem e como eles afetam a compreenso desta? 7. Qual o fundo histrico e cultural? 8. Qual a concluso que eu posso tirar desta passagem? 9. As minhas concluses concordam ou discordam de reas relacionadas nas Escrituras ou com outras pessoas que j estudaram esta passagem? 10. O que eu posso aprender e aplicar minha vida? </li><li> 15. 2.1 Introduo. O objetivo estudar alguns aspectos da interpretao que so fundamentais para uma correta compreenso das Escrituras. So aspectos que devem ser levados em conta pelo intrprete ao procurar chegar ao sentido da Palavra de Deus. Estes aspectos decorrem do fato que a Bblia um livro divino e humano ao mesmo tempo. Desta forma, alguns dos aspectos so pertinentes somente interpretao da Bblia, enquanto que outros, interpretao de textos antigos em geral. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica A BBLIA UM LIVRO DIVINO Portanto, devemos levar em considerao o aspecto "espiritual" da interpretao. Ou seja, precisamos considerar o papel do Esprito Santo na interpretao (aspecto pneumolgico). A BBLIA UM LIVRO HUMANO Portanto, devemos levar em considerao que a Bblia, sendo um texto antigo, demanda consideraes gramaticais, literrias, histricas e teolgicas para sua interpretao. </li><li> 16. 2.1 Introduo. O aspecto da interpretao um sistema de interpretao que: Est historicamente associado ao mtodo gramtico histrico de interpretao, adotado, usado e defendido pelo Reformadores; Tem como pressuposto a inspirao e veracidade das Escrituras; Procura estar sensvel aos estudos modernos de cincias correlatas que podem trazer algum auxlio interpretao do texto bblico. </li><li> 17. 2.2 Aspecto Pneumolgico. Podemos dividir em duas etapas a obra do Esprito Santo em comunicar a verdade de Deus: Revelao, que foi o primeiro estgio, objetivo em sua natureza. Consistiu na atuao do Esprito nos autores bblicos e no texto que produziram, de tal forma a termos o registro infalvel da Palavra de Deus; Iluminao, que subjetivo, consiste na iluminao de nossa mente para compreender a verdade revelada nas Escrituras. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li><li> 18. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica 2.2 Aspecto Pneumolgico. necessrio orar e labutar (o lema de Calvino) para entendermos corretamente as Escrituras; Quanto mais algum entristece o Esprito de Deus, desobedecendo as Escrituras e diminuindo o respeito por sua autoridade, mais e mais tender a torcer o texto (2 Pe 3.15-16); Os que crem que o Esprito de Deus intervm de forma direta no mundo, estaro em melhor condio de interpretar os relatos bblicos sobre profecias e milagres; O objetivo da exegese no somente adquirir conhecimento, mas sermos transformados pelo poder do Esprito, atravs da Palavra. (2 Co 3.18); No devemos pressupor que nossa exegese ser correta se simplesmente orarmos e somos espirituais. O castigo para a preguia e falta de estudo srio ser uma exegese forada e superficial. O Esprito de Deus no me transmitir miraculosamente conhecimentos que eu posso adquirir estudando. </li><li> 19. 2.3 Aspecto Teolgico. Um outro importante aspecto dentro dos princpios de interpretao da Bblia a influncia dos pressupostos, da experincia e de outros fatores inconscientes na leitura do texto sagrado, especialmente daquilo que cremos em relao a Deus e s Escrituras. Na tabela a seguir mencionamos alguns dos principais pressupostos teolgicos que nos do perspectivas dentro das quais podemos interpretar as Escrituras com competncia: Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li><li> 20. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica A existncia de Deus Deus existe e atua na histria. Milagres e profecia so possveis. Portanto, podemos interpretar os relatos da atividade sobrenatural de Deus como histria e no mito. Nada impede que o Cristo da f tenha sido o mesmo Jesus da histria. Revelao Progressiva Deus se revelou progressivamente. A revelao no foi dada de uma nica vez, da mesma forma, numa mesma poca e s mesmas pessoas. Portanto, devo ler o texto bblico comparando as suas diferentes partes, considerando que as mesmas tm uma unidade bsica mas que existe desenvolvimento dentro delas. Inspirao e Autoridade Os escritores bblicos foram movidos pelo Esprito, de tal forma que seus escritos so inspirados por Deus. Portanto, so autoritativos e infalveis. Histria da Redeno A Bblia deve ser lida como o registro dos atos redentores de Deus na histria. Estes atos foram interpretados e registrados por escritores inspirados por Deus. Portanto, a Bblia deve ser lida, no como um manual de cincias, astronomia, geografia ou fsica, mas como um livro teolgico. Cristo Devemos ler a Bblia sabendo antecipadamente que Cristo a substncia de todos os tipos e smbolos do AT, do pacto da graa e de todas as promessas. Que os sacramentos, genealogias e cronologias da Escritura nos mostram as pocas e tempos de Cristo. Cristo, portanto, a prpria substncia, centro, escopo e alma das Escrituras. Cnon O cnon protestante das Escrituras a coleo feita pela Igreja de livros que ela reconheceu que foram dados pela inspirao de Deus. Cada livro deve ser lido e entendido dentro deste contexto cannico, que o contexto apropriado para a interpretao. </li><li> 21. As palavras da Bblia, interpretadas no sentido original, so palavras de Deus. Porm, interpretadas conforme a nossa vontade, podem tornar-se perigosas. Portanto, quando voc estudar a Bblia, deixe-a falar por si mesma. No lhe acrescente nem lhe subtraia nada. Que o Senhor Deus te use grandemente. Toda a Escritura divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justia; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. 2Timteo 3;16-17. Escola das Tribos. 29.03.2015 Aula 04 II Parte Hermenutica Bblica </li></ol>