O Cotidiano Da EducaçãO Infantil

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Description
Apresentação elaborada para o Curso: O Cotidiano na Educação Infantil". Local GERD-Joaçaba/SC
Transcript
  • 1. O COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
2.
  • A efetivação daLei 11.274de 06 de fevereiro de 2006, passa a incluir as crianças com06 anosde idade no Ensino Fundamental e amplia o Ensino Fundamental para09 anos.
3.
  • É preciso re-dimensionar , re-estruturar e repensar o Ensino Fundamental, para ser adequadoà faixa etária e para que mais um ano de ensino obrigatório, democratize o ensino, e promova a inclusão e diminua as desigualdades.
4.
  • A efetivação desta Lei, é uma oportunidade única de se pensar a escola, espaço, tempo e currículo – não só para as crianças de 06 anos, mas para as de 07, 08, 09 e 10 anos de idade.
5.
  • A Educação Infantil, com suas práticas pedagógicas, que visam ao desenvolvimento integral das crianças, focadas nas linguagens, na expressão, no espaço do brincar, na apropriação interdisciplinar de conhecimentos...
6.
  • E com seu sistema de avaliação de acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças têm muito a contribuir em diálogo com o Ensino Fundamental.
7.
  • A cada dia, são mais recorrentes os estudos que apontam a importânciados primeiros anos de vida para o desenvolvimento da criança.
8.
  • Conforme documentos da UNICEF sobre a situação da infância no Brasil (2001) descobertas têm demonstrado convincentemente que a primeira infância, desde a gestação, é a fase mais crítica da pessoa no que diz respeito ao seu desenvolvimento biológico,cognitivo, emocional e social.
9.
  • E mais:
  • As crianças que freqüentam uma Educação Infantil de boa qualidade obtém melhores resultados em testes de desenvolvimento e em seu desempenho no Ensino Fundamental.
10.
  • Cabe ainda ressaltar que no mundo contemporâneo, diferentemente do passado, freqüentar espaços de Educação Infantil não se relaciona mais à classe social, não são apenas os filhos das mulheres trabalhadoras que precisam de uma instituição para cuidar e educá-los.
11.
  • As mudanças sociais têm conferido à Educação Infantil um papel importante na vida das crianças, fazendo parte da socialização das crianças de qualquer classe social.
12.
  • Sendo assim, as crianças passam a ter seu cotidiano regulado por uma instituição educativa. Lugar de socialização, de convivência, de trocas, de interações, de afetos, de ampliação e inserçãosociocultural.
13.
  • De constituição de identidades e de subjetividades, neste lugar, partilham situações, experiências, culturas, rotinas, cerimônias institucionais, regras de convivência, estão sujeitas a tempos e espaços coletivos, bem como a graus diferentes de restrições e controle dos adultos.
14.
  • Ter acesso à Educação Infantil é um direito constitucional das crianças desde que nascem, um direito que abarca outros direitos, na medida em que inclui a proteção das crianças sem seus aspectos mais integrais.
15.
  • Nos processos interativos as crianças não apenas recebem e se formam, mas também criam e transformam, são constituídas na cultura e também são produtoras de cultura...
16.
  • Uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por crianças e adultos em interação.
17.
  • As condições do espaço, organização dos recursos, diversidade de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza são fundamentais à uma boa escola de Educação Infantil...
18.
  • A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca.
19.
  • Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades elevem sua auto-estima e agucem sua curiosidade nata...
20.
  • Os espaços para as atividades precisam ser compreendidos como espaços sociais, onde o educador tem papel decisivo, não só na organização mas também em sua postura, na forma de mediar as relações, ouví-lasinstigá-las.
21.
  • Porém, o fato de as instituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos não significa adotar o modelo escolar vigente.
22.
  • Este modelo costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados e atividades dirigidas por professores com alunos cumprindo tarefas e passando grande parte dentro de umasala de aula.
23.
  • Este modelo têm sido questionado...
  • Trata-se de pensar um trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural, que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança...
24. FUNÇÕES E PROPOSTAS
  • “ Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a apartir de ser criança, a gente faz comunhão:de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore”. (Manuel Barros)
25. Atenção ao histórico dos pré-escolares...
  • As políticas educacionais da década de 70, pautaram-se na educação compensatória, com vistas à compensação de carências culturais, deficiência lingüísticas e defasagens afetivas das crianças provenientes de classes populares...
26.
  • Influenciados por programas desenvolvidos nos EUA e na Europa, documentos oficiais do MEC e Pareceres do então Conselho Federal de Educação, defendiam a idéia de que a pré-escola poderia salvar a escola dos problemas relativos ao fracasso escolar...
27.
  • Nos anos 1980 e 1990, a Educação Infantil passa a ser considerada como a primeira etapa da Educação Básica, onde o Estado e os Municípios passam a oferecer creches e pré-escolas (assegurado a opção da família) como melhoria da qualidade de vida da população.. .
28.
  • Mais: Ver ECA, LDB, Constituição Federal.
29.
  • A partir de 2000, a Educação Infantil passa a ser vista como uma necessidade da sociedade, caracterizando-se por um espaço de socialização, de troca, de ampliação de experiências e conhecimentos, de acesso a diferentes produções culturais.
30.
  • Entretanto, a Educação Infantil, segundo o próprio MEC (1996) , nasce de uma intencionalidade educativa explicitada num currículo pré-estabelecido.
31.
  • Acreditar que uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por criançase adultos em interação.
32.
  • As condiçõesdo espaço, organização, recursos, diversidades de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza, segurança , são fundamentais, mas é nas relações que os sujeitos estabelecem que o espaço físico deixa de ser um material construído e adquire condições de ambiente.
33.
  • Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades valorizem e ampliem suas experiências e seu universo cultural.
34.
  • Ambientes que se abram às brincadeiras, que é o modo como as crianças dão sentido ao mundo, produzem histórias, criam cultura, experimentam e fazem arte.
35.
  • A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca.
36.
  • Segundo Vygotsky (1993), na brincadeira a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividade de vida real.
37.
  • Além disso, a brincadeira fornece ampla estrutura para mudanças das necessidades e da consciência pois nela as crianças ressignificam o que vivem e sentem.
38.
  • Carlos Drummond de Andrade assim retrata esse momento lúdico:
  • “ Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo. É triste ter meninos sem escola, mas, mais triste é vê-los enfileirados em salas, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana .”
39.
  • Howard Gardnerassim se posiciona:
  • Brincar é um componente crucial do desenvolvimento, pois, através do brincar a criança é capaz de tornar manejáveis e compreensíveis os aspectos esmagadores e desorientadores do mundo.
40.
  • Na verdade o brincar, é um parceiro insubstituível do seu desenvolvimento, seu principal motor. Em seu brincar, a criança podeexperimentar comportamentos, ações percepções sem medo de represálias ou fracassos, tornando-se assim, mais bem preparada para quando o seu comportamento ‘contar’...
41.
  • Para Bruno Bettelheim, através da brincadeira de uma criança podemos compreender como ela vê, constrói o mundo – o que ela gostaria que ele fosse, suas preocupações e que problemas a estão assediando.
42.
  • Pela brincadeira ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras.
  • Nenhuma criança brinca só para passar o tempo... Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades...
43.
  • O que está acontecendo com a mente da criança, determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos...
44.
  • O movimento, o jogo, a ação corporal e a vivência das sensações constituem um elo entre o eu, o mundo e os outros, sendo este o primeiro plano de um fazer mental e expressivo.
45.
  • Durante toda infância, atividades corporais, movimentos específicos, brincadeiras,constituem meios insubstituíveis para o desenvolvimento pessoal nas esferasmotora, afetiva e cognitiva.
46.
  • Com isso pode-se afirmar que são os educadores que dão o tom ao trabalho, que reforçam ou não a capacidade crítica e a curiosidade das crianças, que as aproximam dos objetos e das situações, que acreditam ou não nas suas possibilidades.
47.
  • São os educadores que fazem a pontecom as famílias e a comunidade, que promovem a troca sobre o desenvolvimento, as conquistas e as necessidades das crianças, que esclarecem os pais sobre assuntos que dizem respeito à infância.
48.
  • Por sua vez o fato de asinstituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos, não significa adotar o modelo escolar vigente, que costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados.
49.
  • Pensar o trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural,que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança, num espaço deconvívio coletivo e onde as mais diversas relações possam se estabelecer é a idéia fundamental nesta nova Prática Pedagógica.
50.
  • Então cabe-nos indagar:
  • Como tem sido organizado o cotidiano das crianças na Educação Infantil?
  • Em que medida as crianças pequenas participam das rotinas, alteram e transformam as regras, os tempos e espaços instituídos?
  • Que espaços e tempos a escola abre aos pequenos?
51.
  • O que as crianças produzem nas ações e interações que ali ocorrem?
  • Qual é o lugar da brincadeira e das diferentes linguagens e expressões artístico-culturais das crianças?
52.
  • Porfim devemos pensar que na Educação Infantil é um lugar privilegiado de trocas, de expressão, de ampliação de experiências, de produção de conhecimento, de vivência de afetos e sentimentos, de conquistas e desenvolvimento pleno de suas potencialidades.
53. CAROS PROFESSORES (AS)
  • Neste espaço lúdico, preparamos o aluno, o cidadão, aquele que vai desencadear toda mudança cognitiva em suas aquisições de experiências significativas.
54.
  • ENTÃO, MÃOS-À-OBRA!
55. BIBLIOGRAFIA
  • O Cotidiano na Educação Infantil.
  • Boletim 23. Novembro 2006. Salto para o Futuro.
56. Palestrante
  • RITA MARIA COSTENARO PETRY
  • MESTRA EM EDUCAÇÃO
  • Supervisora de Educação Básica e Profissional
  • GERED - Joaçaba
57. ABRAÇO A TODAS (OS) OBRIGADO!