Relações Interpessoais De Atracção

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    20-Jul-2015

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  • ESCOLA SECUNDRIA COM 3 CICLO DO FUNDO DEPARTAMENTO DAS CINCIAS SOCIAIS E HUMANASPsicologia A 11 Ano - Turma: AS As relaes interpessoais de atraco e de agresso

  • As relaes interpessoais de atraco e de agresso

  • A atracoA atraco interpessoal expressa o desejo de estarmos com determinadas pessoas. Depende da avaliao cognitiva e afectiva que fazemos delas. A atraco interpessoal depende de factores como a familiaridade, proximidade, semelhana, complementaridade, reciprocidade, qualidades dos outros e atractividade.

  • A agressividadeA agressividade uma disposio inata para a sobrevivncia onde se relacionam construo e destruio. Existem duas formas bsicas de agressividade, a dinmica, que nos permite desenvolver e criar, e a esttica, que tem por objectivo provocar danos no ambiente ou em algum.

  • Os comportamentos agressivosOs comportamentos agressivos podem ser desencadeados por: factores situacionais, como frustraes, insultos, competio, sofrimento, violao de normas ou factores de clima. Ou por: factores de predisposio, como as variveis biolgicas, a personalidade, o apelo violncia ou por padres culturais.

  • A atracoA atraco refere-se a uma atitude ou emoo positiva em relao a outras pessoas e que nos leva a aproximar-nos e a procurar a sua companhia. Naturalmente que h diferenas entre a atraco existente entre pais e filhos, entre amantes apaixonados, entre colegas de trabalho ou de turma, ou entre amigos inseparveis. Mas, em todos os exemplos citados, podemos falar de atraco, isto , de uma "orientao avaliativa" (do indivduo A em relao ao indivduo B) e, portanto, de uma atitude de preferncia relacional.

  • Enquanto atitude, a atraco constituda por trs dimenses:

    A dimenso cognitiva - o indivduo A avalia positivamente o indivduo B.A dimenso afectiva - o indivduo A experimenta, na interaco com B, um conjunto de emoes e sentimentos positivos.A dimenso comportamental - A desenvolve um conjunto de aces que objectivamente o aproximam de e/ou favorecem B.

  • esta fora atractiva que nos faz aproximar uns dos outros e constituirmo-nos em pares.

  • A dinmica da atraco: quais os factores que nos aproximam?As pessoas no partilham conversas, amizades e amor com qualquer pessoa. As investigaes mostram que tendemos a gostar das pessoas em funo de certos factores como o contacto frequente, a proximidade fsica, as semelhanas connosco, o facto de nos completarem, de gostarem de ns, de serem agradveis, competentes e fisicamente atractivas.

  • A dinmica da atraco: quais os factores que nos aproximam?Um dos factores, bsico e subjacente a todos os outros, o motivo de afiliao, isto , a necessidade de estarmos prximos dos outros e de obtermos satisfao e suporte emocional.

  • A dinmica da atraco: quais os factores que nos aproximam?A familiaridade um factor importante da atraco interpessoal.O convvio frequente com uma pessoa pode aumentar a atraco por ela. Experincias revelaram que, quanto mais vezes os sujeitos viam um rosto, mais diziam que gostavam dele e mais consideravam possvel gostar da pessoa fotografada. Outras experincias revelaram que as pessoas preferem as letras do seu nome entre as do alfabeto. Este princpio da "exposio repetida" explorado pela publicidade, que expe repetidamente um dado produto para influenciar as nossas compras ou um dado candidato para influenciar o nosso voto.

  • A dinmica da atraco: quais os factores que nos aproximam?A atraco entre duas pessoas depende da respectiva proximidade fsica. Este factor aumenta a probabilidade de que o primeiro contacto ocorra. J reparou como se fazem amizades na escola? Muitas vezes, tornamo-nos amigos da pessoa sentada ao nosso lado durante a primeira aula, apesar de no a conhecermos anteriormente e apesar de no sabermos se temos afinidades com ela.

  • preferncias relacionaisAlm dos factores j citados, h outros elementos responsveis pelas "preferncias relacionais" da generalidade dos fenmenos de atraco, como a beleza fsica, as semelhanas interpessoais e as avaliaes positivas.A beleza fsica exerce efeitos positivos sobre a atraco, apesar de os padres de beleza apresentarem uma grande variabilidade histrica e uma relatividade cultural bastante acentuada.

  • A atractividadeA atractividade no um dado absoluto. H grande variedade de opinies sobre o que constitui beleza em diferentes culturas, bem como, na mesma cultura, ao longo das pocas. Em abstracto, preferimos a pessoa com aparncia fsica mais agradvel e os efeitos desta atraco mostram-se consistentes atravs das idades, dos sexos e das categorias socioeconmicas.

  • Assim, os indivduos tendem a estabelecer relaes amorosas ou a casar com aqueles cujo grau de beleza fsica relativamente prximo do seu, a no ser que existam mecanismos compensatrios; por exemplo, as assimetrias de beleza so compensadas por assimetrias, de sinal contrrio, ao nvel do estatuto socioeconmico ou das prprias caractersticas de personalidade.

  • Haver algum fundamento de verdade no esteretipo de que "o bonito bom"? As investigaes mostram que pessoas atraentes no so nem mais nem menos capazes, tanto do ponto de vista social, acadmico ou profissional. So, contudo, mais confiantes socialmente, em resultado das "profecias de auto-realizao": todos esperam que tenham mais xito e isso acaba por dar-lhes mais autoconfiana, o que lhes facilita os contactos sociais e lhes desenvolve as habilidades sociais. Os que se sentem inseguros isolam-se mais e as suas habilidades sociais atrofiam-se.

  • O factor das semelhanas interpessoais no se situa no plano individual, mas ao nvel da prpria relao. Assim, temos tendncia a estabelecer relaes de amizade e de amor com pessoas que partilham os mesmos interesses, atitudes, opinies, crenas, traos de personalidade, competncias cognitivas e socioemocionais.

  • Mas, mais do que a semelhana de personalidades, os psiclogos descobriram que o que atrai as pessoas so as semelhanas de atitudes. Num estudo com trinta grupos tribais africanos, verificou-se que, quando uma tribo era percepcionada como tendo atitudes muito diferentes, o contacto social era evitado, mas, se eram percepcionadas como semelhantes, o contacto ntimo era possvel. Assim, no surpreende que a semelhana de valores esteja tambm associada com o gostar. Tambm so importantes as semelhanas tnicas, religiosas, polticas, classe social, instruo e idade.

  • Porque que a semelhana to importante na atraco entre pessoas? Certos autores destacam o factor de reforo: sentimos que os nossos pontos de vista so confirmados por outrem; tambm falam do factor previsibilidade; antecipamos mais facilmente as reaces das pessoas semelhantes a ns, o que reconfortante.

  • Semelhana / DiferenaIsto no impede que, por vezes, possamos sentir-nos ligados a pessoas muito diferentes de ns, em relao s quais sentimos complementaridade, porque consideramos que nos completam. Enquanto o factor determinante da atraco inicial a semelhana (que aproxima as pessoas num primeiro momento), a complementaridade o "cimento" para que as pessoas se mantenham juntas ao longo do tempo. Assim, por exemplo, as investigaes mostram que nos casais com relaes duradouras existe complementaridade de necessidades pessoais.

  • princpio da reciprocidadePodemos resumir o factor da avaliao ou apreciao positiva afirmao: "gosto de quem gosta de mim". Este princpio da reciprocidade da atraco baseia-se nas teorias do reforo e da troca social.

  • qualidades positivasUm outro factor de atraco entre pessoas possurem qualidades positivas.Causa pouca surpresa que gostemos de pessoas com qualidades agradveis. Num estudo com estudantes universitrios, o trao mais valorizado a sinceridade, seguindo-se a honestidade, lealdade, verdade, merecer confiana e ser fidedigno (todos mais ou menos relacionados com a sinceridade). Outros dois traos considerados agradveis foram o calor pessoal (simpatia) e a competncia. Segundo Rubin (1973), os dois componentes-chave do gostar so a afeio e o respeito

  • A dinmica da atraco: quais os factores que nos aproximam? (sntese)