Slide clarice lispector -

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    02-Jun-2015

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Trabalho de Literatura

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<ul><li> 1. Processo criativo: </li></ul> <p> 2. Fluxo de Conscincia Clarice Lispector recebeu influncia direta do romance psicolgico e do chamado fluxo de conscincia presente na literatura irlandesa desde a publicao de Ulisses de James Joyce. O forte apelo intimista e a mirade de imagens desencadeadas em seus angustiantes textos revelam a prpria condio de solido do homem no mundo. H um aspecto a ser levantado nas personagens criadas por ela. Usualmente so moas, velhas, casadas, solteiras, enfim, mulheres e sua realidade social e pessoal deflagradas sob o olhar hipnotizante e martirizador de Clarice. Epifania Abordagem psicolgica 3. As personagens criadas por Clarice Lispector descobrem-se em um mundo incoerente; essa descoberta d-se normalmente diante de um fato imprevisto. nesse momento que ocorre a epifania(revelao), classificada como o momento em que a personagem sente uma luz iluminadora de sua conscincia e que a far acordar para a vida. Para Clarice, "No fcil escrever. duro quebrar rochas. Mas voam fascas e lascas como aos espelhados". "Mas j que se h de escrever, que ao menos no se esmaguem com palavras as entrelinhas". "Minha liberdade escrever. A palavra o meu domnio sobre o mundo." 4. Produes: Clarice apresenta uma vasta produo literria desde romances, contos e crnicas a obras de literatura infantil. De todas, as que mais se destacam so: Perto do Corao Selvagem, A Paixo Segundo G.H A Hora da Estrela Laos de Famlia De uma maneira geral, a autora possui um estilo muito prprio, de forma que uma obra sua pode ser facilmente identificada pelas caractersticas marcantes. 5. Anlise da obra 6. A obra laos de famlia de Clarice Lispector destaca-se entre as produes da autora e est entre os melhores livros de contos da literatura brasileira. So treze contos centrados tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivduos atravs dos "laos de famlia", de sua priso domstica, de seu cotidiano. As formas de vida convencionais e estereotipadas vo se repetindo de gerao para gerao , submetendo-se as conscincias e as vontades Laos de famlia OBS: Encontra-se entre as 5 obras selecionadas pela UERN para o vestibular 2014! 7. Uma galinhaPode ser resumido na seguinte indagao do narrador: Que que havia nas suas vsceras que fazia dela um ser?. a histria de uma galinha que foi comprada para servir de refeio a uma famlia, mas que consegue fugir num vo prodigioso e desajeitado. a luta por vida, mesmo que numa existncia da forma mais instintiva. No entanto, perseguida pelo chefe da famlia, numa pndega corrida pelos telhados da vizinhana, at ser agarrada. De volta ao lar opressor, no meio do estresse misteriosamente a ave bota um ovo. Mais uma vez a imagem da feminilidade associada maternidade. Tal ato mostra-se to sagrado, pois que vspera da morte ela d vida, que acaba sendo poupada, tornando-se o xod da casa. O tempo passa, e com ele talvez todo o aspecto divino de sua feminilidade. Um dia acaba por servir de refeio. 8. Feliz aniversrio Um dos mais brutais e perturbadores relatos escritos pela autora. Conta a histria de uma senhora chamada Anita que completa 89 anos e sua filha Zilda decide fazer uma festa de aniversrio para comemorar. Filhos, netos e noras de D. Anita comparecem festa mais por conveno social, que por desejo de comemorar a vida da idosa. D. Anita percebe isso e assiste bestializada situao. 9. O crime do professor de matemtica Dotado de elementos religiosos como missa, pecado, juzo final. Seu protagonista, um professor de Matemtica (smbolo da frieza, preciso, objetividade) vai at a parte mais alta da cidade enterrar um cachorro. Ao enterrar este co desconhecido o professor tenta se redimir do fato de ter abandonado seu antigo animal de estimao, atitude que ele considera um crime. Enquanto enterra o animal, ele reflete respeito da sua relao com o animal de estimao e da culpa que sente; aps muito considerar pensamentos, o professor conclui que a melhor forma de se redimir seria no tentar esconder sua culpa e desenterra o cachorro, se sentido mais homem por assumir seu crime para si mesmo. 10. A menor mulher do mundo Narra a descoberta da menor integrante de uma isolada e frgil tribo africana de pigmeus, os Likoualas. Encontrada no corao da frica, por Marcel Pretre, um caador e explorador, a menor mulher do mundo tinha 45cm e era escura como um macaco. Vivia numa rvore com o seu concubino e estava grvida. A sua foto, tirada pelo francs, na qual ela aparecia em tamanho natural, foi publicada em jornais de todo o planeta despertando nas famlias o desejo de possuir e proteger aquele pigmeu do sexo feminino, ser humano em miniatura. As crianas queriam a mulher para brincarem de boneca. "Mame, se eu botasse essa mulherzinha africana na cama de Paulinho enquanto ele est dormindo? Quando ele acordasse, que susto, hein", disse um menino. Sua me olhava-se no espelho e enrolava o cabelo quando ouviu isso, Lembrou-se de uma histria contada pela empregada, que passara a vida num orfanato. As meninas da instituio no tinham brinquedos. Um dia, uma delas morreu, e as outras esconderam-na das freiras no armrio. Quando no estavam sendo vigiadas, pegavam a defunta como se fosse uma boneca, davam-lhe banho, penteavam-lhe os cabelos botavam-na de castigo, punham-na para dormir... Pensando nisso a mulher considerou cruel a necessidade humana de amar e possuir, a malignidade de nosso desejo de ser feliz, a ferocidade com que queremos brincar. A alma das famlias queria devotar-se quela frgil criatura africana. Enquanto isso, a prpria coisa rara, a menor mulher do mundo, grvida, sentia o seu peito morno de amor. Amava e ria. O explorador no entendia o amor que lhe saa por aquele riso. Ele, que j conhecia um pouco da sua lngua, fazia-lhe algumas perguntas, s quais Pequena Flor respondia "sim", "Que era muito bom ter uma rvore para morar, sua, sua mesmo, pois bom possuir, bom possuir, bom possuir." 11. AmorAna, uma mulher casada, pacata e me de dois filhos, tinha uma vida domstica muito calma, onde cuidava dos seus com o esmero e amor tpicos de uma pessoa fraterna e sensvel, como uma maneira de ocupar o tempo e fugir de si mesma. Nota-se, pois, que no est feliz. Numa tarde, enquanto todos estavam ausentes, resolve fazer compras. No caminho de volta, no bonde, uma cena inusitada ocorre: v um cego mascando chiclete. Esse ato maquinal feito na escurido talvez possa ser comparado ao estilo de vida da protagonista. Com certeza, foi um detonador de desequilbrio na existncia insossa da personagem, o que fica simbolizado no tranco que o bonde d, provocando a queda de suas compras. To atrapalhada a personagem fica, que desce no ponto errado. Dirige-se ao Jardim Botnico. o momento e o lugar de sua epifania. Diante das rvores, sua emoo muito grande. Esses vegetais davam frutos, mas tambm eram sugagas por parasitas, o que lhe deu um incmodo nojo (seria uma metfora de sua condio feminina?). Perde tanto a noo do tempo que, quando se lembra de que tinha uma famlia para cuidar, descobre que o parque estava fechado com ela dentro. Enquanto se esfora para encontrar algum que lhe permitisse a sada, realiza uma inverso de valores. Se antes achava anormal, loucura um cego mascando chiclete, agora o seu prprio estilo de vida, de dona de casa, mergulhado em rotinas domsticas, que se torna uma loucura. Consegue voltar, dedicando-se ao seu marido e aos seus filhos. Ama-os, mas agora de uma forma incomodante; ama-os sentindo at nojo. Condio feminina na sociedade Epifania: rvores que do frutos e so sugadas por parasitas. 12. Os laos de famliaConto que d nome obra, trata da histria de Catarina que depois de duas semanas de visita, levava a sua me para a estao, onde a senhora tomaria o trem e se despediria da filha. Elas esto no txi. Catarina recorda-se do desconforto causado pela breve convivncia entre a sua me e o seu marido. O genro e a sogra mal se suportavam. Durante a viagem dentro do txi uma aura estranha se estabelecia entre as duas E Catarina meditava sobre a intimidade perdida entre me e filha. Na estao de trem, quando a campainha tocou, me e filha se olharam assustadas, chamando uma pela outra. Parecia que, todos aqueles anos, elas tinham se esquecido de dizer algo, como: 'sou tua me, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha". Mas no o disseram, fizeram-se recomendaes. mandaram lembranas para os parentes, e o trem se foi. Agora, sem a me, Catarina recuperava o seu modo firme de andar. Caminhar sozinha era mais fcil, nada a impediria de subir mais um degrau misterioso nos seus dias. Chegando em casa sentiu-se incrivelmente feliz e disposta para cuidar 13. Queste s 14. 1) (FATEC) Com relao a Laos de famlia, de Clarice Lispector, correto afirmar: a) A denncia dos componentes repressivos da instituio familiar volta-se principalmente para a educao moralista recebida pelas mulheres, como se v em Feliz aniversrio. b) Em O crime do professor de matemtica, o narrador ataca o poder de seduo dos professores, na defesa da valorizao da moral familiar, alertando contra os perigos do mundo social. c) Em vrias narrativas, a personagem feminina, vivenciando experincias cotidianas, tem revelaes fundamentais para sua vida interior. d) a fora da personagem feminina, em contos como Amor, consiste em transformar suas relaes pessoais e familiares a partir de um ato de revolta. e) com personagens pouco habituais, como a galinha e a pigmia Pequena Flor, o narrador revela que no h valor na cultura primitiva, em comparao vida das instituies modernas. 15. 2) (UEL) A prxima questo refere-se ao texto a seguir. Ainda estava sob a impresso da cena meio cmica entre sua me e seu marido, na hora da despedida. Durante as duas semanas da visita da velha, os dois mal se haviam suportado; os bons dias e as boas tardes soavam a cada momento com uma delicadeza cautelosa que a fazia querer rir. Mas eis que na hora da despedida, antes de entrarem no txi, a me se transformara em sogra exemplar e o marido se tornara o bom genro. Perdoe alguma palavra mal dita, dissera a velha senhora, e Catarina, com alguma alegria, vira Antnio no saber o que fazer das malas nas mos, gaguejar perturbado em ser o bom genro. Se eu rio, eles pensam que estou louca, pensara Catarina franzindo as sobrancelhas. Quem casa um filho perde um filho, quem casa uma filha ganha mais um, acrescentara a me [...]. (LISPECTOR, Clarice. Laos de Famlia. 12. ed. Rio de Janeiro: Jos Olympio, 1982. p. 109-111.) correto afirmar que o texto foi extrado: a) Do final do conto, que focaliza a visita de Severina, a velha, ao casal. b) Da parte intermediria do conto, pois a parte anterior privilegia as reflexes da velha, enquanto a parte seguinte, os pensamentos de Catarina. c) Do final do conto, aps uma diviso de foco entre os pensamentos de Antnio, o marido, e de sua esposa Catarina. d) Do incio do conto, e, aps esta passagem, o foco continua voltado para me e filha at se deslocar para os pensamentos do marido sobre esposa e filho. e) Do incio do conto, pois, aps esta passagem, o foco se volta para os pensamentos de Catarina sobre a me, o filho e o marido. 16. 3) (FUVEST) A respeito de Clarice Lispector, nos contos de Laos de Famlia, seria correto afirmar que: a) Para freqentemente de acontecimentos surpreendentes para banaliz-los. b) Elabora o cotidiano em busca de seu significado oculto. c) altamente intimista, vasculhando o mago das personagens com rara argcia. d) regionalista hermtica. e) Opera na rea da memria, da auto-anlise e do devaneio. 17. 1) C 2) D 3) C Gabarito: </p>