Teoria das representações socias oficina

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    20-Jul-2015

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<ul><li><p>PSICOLOGIA E MIDIA</p><p>PROFESSORA MESTRE CINTHIA FERREIRA</p></li><li><p>ESTUDO DOS MEIOS DE COMUNICAO DE MASSA Contedo estudado no campo das teorias da comunicao, da semitica e da Psicologia.</p><p> A Psicologia utilizada em funo do seu conhecimento sobre a subjetividade humana. </p><p> tambm utilizada para a anlise do material jornalstico e publicitrio.</p></li><li><p>ESTUDO DOS MEIOS DE COMUNICAO DE MASSA Exemplo As agncias de publicidade constituem o mercado de trabalho mais desenvolvido para o psiclogo especializado em mdia.</p><p> Contratam para analisar qualitivamente as peas publicitrias em processo de produo.</p></li><li><p>TEORIAS DA REPRESENTAES SOCIAISA influncia, os efeitos e as mudanas de comportamento provocadas pelo mass media esto presentes em vrias disciplinas das Cincias Sociais como a Sociologia e a Psicologia. </p><p>Na Psicologia Social, a Teoria das Representaes Sociais, de Serge Moscovici auxiliam nos estudos dos meios de comunicao . </p><p>O que a Teoria das Representaes Sociais?</p></li><li><p>TEORIAS DAS REPRESENTAES SOCIAISCONCEITO:Em 1961, o psiclogo social Serge Moscovici, desenvolve a Teoria das Representaes Sociais. Uma proposta da psicossociologia do conhecimento que prope a investigao do senso comum para que seja possvel compreender a relao de interferncia do social, incluindo o papel dos meios de comunicao, nos indivduos e nos grupos sociais. </p></li><li><p>TEORIAS DAS REPRESENTAES SOCIAISA TRS surge com a publicao de Psychanalyse: son image et son public. Sugere a existncia de um pensamento social resultante das experincias, das crenas e das trocas de informaes presentes na vida cotidiana. </p><p>Para Moscovici o fenmeno das representaes sociais prprio das sociedades pensantes. Ele constitui uma forma de pensamento social que inclui as informaes, experincias, conhecimentos e modelos que, recebidos e transmitidos pelas tradies, pela educao e pela comunicao social, circulam na sociedade. </p></li><li><p>TEORIAS DAS REPRESENTAES SOCIAISH dois universos que compem as representaes sociais: o consensual e o reificadoConsensual: as representaes so produzidas, o conhecimento espontneo. Esse universo est em contnuo movimento. As opinies so construdas a partir das noes apreendidas e compartilhadas na escola, em casa, na rua, no trabalho e pela mdia.</p><p>Reificado: o lado cientfico, onde h o certo e o errado, verdadeiro e falso. H papis e categorias determinadas de acordo com os contextos apresentados.As representaes sociais se encontram no universo consensual.</p></li><li><p>TEORIAS DAS REPRESENTAES SOCIAIS Moscovici desenvolveu alguns conceitos que trouxeram contribuies para os trabalhos de mass media. So eles: </p><p>Ancoragem e Objetivao.</p><p>Ancoragem: lida com a fase simblica da representao. Interpreta e assimila os elementos familiares, classificandoos e nomeando-os. Ou seja, o processo que d sentido ao objeto que se apresenta nossa compreenso. </p><p>Objetivao: fase figurativa, resultado da capacidade que o pensamento e a linguagem possuem de materializar o abstrato, elaborando um novo conceito a partir dos registros individuais existentes. </p></li><li><p>OBJETIVAOA objetivao une uma idia de no-familiaridade com a realidade, torna-se a verdadeira essncia da realidade. Percebida primeiramente como um universo puramente intelectual e remoto, a objetivao aparece, ento, diante de nossos olhos, fsica e acessvel. (p.71) </p></li><li><p>OBJETIVAOExemplo: A televiso constitui importantes fontes de formao de representaes no mundo contemporneo. Ela configura uma tendncia concretizao das ideias (abstrato) em imagens (concreta).</p><p>Ou seja, a TRS confirma o papel dos mass media como um elemento intermedirio entre os indivduos e a sociedade.</p><p>Exemplo: Temas polmicos abordados nas telenovelas. Propagandas televisivas</p></li><li><p>ANCORAGEMO sujeito procede recorrendo ao que familiar para fazer uma espcie de converso da novidade. Exemplo: as mulheres de baixa renda do interior da Paraba no tem conhecimento cientfico sobre a plula contraceptiva, mas sabem a sua funo.Elas iro se referir plula contraceptiva como uma massinha podre que vai se juntando dentro da mulher at que entope o canal vaginal. </p></li><li><p>ANCORAGEM responsvel por d sentido s imagens criadas. Para Moscovici (2003) ancorar :...classificar, e dar nome a alguma coisa. Coisas que no so classificadas so estranhas, no existentes e ao mesmo tempo ameaadoras. Ns experimentamos uma resistncia, um distanciamento, quando no somos capazes de avaliar algo, de descrev-lo a ns mesmos ou a outras pessoas. (p.62)</p></li><li><p>ANCORAGEMPode-se afirmar que na busca para superar a resistncia causada pelo objeto desconhecido, o sujeito coloca este objeto em determinada categoria, d-lhe um rtulo, tornando-o conhecido. Todo o processo est ligado com os sistemas de crenas e valores socialmente construdos, ou seja, o sujeito compara o objeto desconhecido a uma rede de significaes, a um modelo j existente. </p></li><li><p>AGENDA SETTING E TRSSurgiu na dcada de 1970, a partir de um trabalho de Mc Combs &amp; Shaw</p><p>O que Agenda Setting? Qual a relao entre a Agenda Setting e TRS?</p><p>A agenda no se restringe ao contedo dos mass media. To importante quanto saber o que os meios desejam que a opinio pblica saiba, saber O Que o pblico realmente pensa, se discute e se preocupa com o que os meios mantm em suas pautas. </p><p>Ou seja: os agentes produtores (dos meios de comunicao) organizam as informaes que sero divulgadas e como a opinio pblica absorve estas informaes. </p></li><li><p>AGENDA SETTING E TRSQual a relao entre a Agenda Setting e TRS? Quanto MENOR a experincia direta, imediata e pessoal que o pblico tiver com o tema, MAIS influncia ele receber. </p><p>Ambas esto interessadas na produo e na compreenso dos contedos. </p></li><li><p>MASS MEDIA X TRSEnquanto a Agenda-setting pretende investigar o poder de agendamento das conversaes ordinrias em funo dos contedos dos mass media, a Teoria das Representaes Sociais busca uma compreenso compartilhada do discurso que (re) produzido pelos mass media reforando o senso comum. </p></li><li><p>MASS MEDIA X TRSOs mass media so elementos complementares aos estudos das representaes sociais. Porm, eles (mass media) so observados(pela TRS) no todo, sem levar em considerao suas particularidades: (diferentes jornais, proposta editoriais diferentes), suas contradies e as possibilidades que os tornam eficazes. </p></li><li><p>MASS MEDIA X TRSPara o psiclogo social Michel Louis Rouquette o mass media e a TRS envolvem as seguintes questes:</p><p>Como e quanto os meios de comunicao de massa influenciam as representaes sociais? Como e quanto os meios de comunicao de massa refletem as representaes sociais?</p><p>Questionamento:A publicidade influencia ou refletem as representaes sociais?</p></li><li><p>MASS MEDIA Para Michel Louis Rouquette, a comunicao de massa e as representaes sociais se encontram num ponto de crculo vicioso constante.</p><p> A TRS se volta para o processo de transformao do no familiar em familiar.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAOs comerciais, procuram sempre que possvel, fugir de questes geradoras de conflitos na audincia.</p><p> Apresenta geralmente um mundo idlico, perfeito, sem contradies, associando o produto ou servio a essa atmosfera radiante e perfeita.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIATambm cuidam para produzir alguma verossimilhana com a realidade para que as pessoas no se sintam distantes deste mundo que pode ser alcanado.</p><p> nesse momento que a nossa subjetividade capturada. Essa captura se d de forma muito stil e, geralmente, fica muito difcil opor resistncia a ela.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAA psicologia utilizada pelo publicitrio para alcanar um tipo de convencimento que nos leva ao limite da tica.</p><p> No entanto, a resistncia possvel, pois os meios de comunicao de massa no tem controle absoluto da nossa subjetividade.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAO principal mecanismo psicolgico utilizado pelos publicitrios e profissionais de mdia a persuaso.</p><p> um mecanismo de convencimento que pode ou no ultrapassar as bases racionais da difuso de uma mensagem.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIABases racionais utiliza-se apenas do campo cognitivo para garantir sua eficincia, isto , alcanar o receptor, atingir o plano da conscincia do receptor da mensagem. Ou seja, o receptor compara a mensagem com a informao disponvel e verifica se ela ou no importante.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAExemplo Utiliza uma informao objetiva, garantindo a veracidade do que informado. Quando o publicitrio afirma num comercial que a bateria de um celular tem a durabilidade de 8 horas, ele est fornecendo uma informao de carter objetivo e os usurios conhecem claramente esse parmetro de durabilidade.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAUtilizao de recursos irracionais (subjetivos) de fundo emotivo, que so associados ao contedo cognitivo da mensagem.</p><p> Associar determinado valor social ao produto anunciado.</p><p> O recurso funciona porque no o percebemos claramente, mas ele insistentemente utilizado.</p></li><li><p>A PUBLICIDADE E A PSICOLOGIAExemplos</p><p>Bebidas masculinidadePerfume conquista amorosaAchocolatado mundo de diversesRefrigerante garante que far muitos amigos Sexo, amor, poder, riqueza e aventuras</p></li><li><p>PORQUE ISSO ACONTECEO cotidiano repleto de normas e regras e repeties.</p><p> E a publicidade nos apresenta intensa e continuamente, a oferta do paraso e da ascenso social ao mesmo tempo em que a sociedade, atravs das restries da cultura ( a possibilidade de realizar o proibido), torna remotas as possibilidades de que tal paraso seja alcanado.</p></li><li><p>PORQUE ISSO ACONTECETemos mecanismos psicolgicos que nos protegem das frustraes.</p><p> um mecanismo de defesa eficiente temos um padro de conformista.</p></li><li><p>PORQUE ISSO ACONTECEPorm, esse mecanismo de defesa fustigado pelo retorno de contedos inconscientes, que foram recalcados por um acordo social. Exemplo Desejar uma mulher que no seja sua parceira. Ou seja, ao expor o apelo sexual ou contedos que so restringidos ao vrios segmentos sociais, a propaganda oferece um objeto de desejo imaginrio (uma relao inconsciente), que concretiza no produto anunciado</p></li><li><p>PORQUE ISSO ACONTECEO produto no motivo de restrio e, ao mesmo tempo, faz aluso ao desejo proibido ou de difcil realizao (o contedo que foi recalcado no inconsciente no processo de desenvolvimento de uma cultura).</p><p> O processo se fecha quando depois de capturado por essa dinmica inconsciente, o consumidor justifica o uso constante de um produto por suas caractersticas racionais.</p></li><li><p>PORQUE ISSO ACONTECEExemplo No se assume a compra de determinado produto por associa-lo a desejos sexuais, poder, aventura e status. (Tais desejos tem peso e valor diferentes, sendo que alguns so mais confessveis que outros).</p><p> Bebida paladar Creme dental sabor ou preveno Perfume qualidade da fragncia Carro qualidade do motor, conforto, comodidade</p></li><li><p>CONSIDERAES FINAISA publicidade ajuda a construir um complexo conjunto de representaes que expressa identidades, diferenas, subjetividades, projetos, relaes, comportamento, alm de definir capitais sociais. </p><p> Para o autor Douglas Kellner a propaganda vende estilos de vida e identidades socialmente desejveis e os publicitrios utilizam construtos simblicos, com os quais o consumidor convidado a identificar-se para tentar induzi-lo a usar o produto anunciado (KELLNER, 2001: 324). </p></li><li><p>CONSIDERAES FINAISAinda sobre as mensagens, Jacks comenta que imprescindvel que elas tenham como suporte elementos lingsticos e culturais que pertenam a um cdigo comum grande parte da populao ou do segmento-alvo (JACKS, 2003: 93). Desse modo, a publicidade produz um mundo idealizado, com base nas relaes concretas de vida dos atores sociais, e atende as necessidades do pblico-alvo. </p></li><li><p>CONSIDERAES FINAIS Os anncios humanizam e individualizam cada produto, tornando-o um objeto que convive e intervm no universo humano. Eles projetam uma maneira de ser, uma realidade, uma representao das necessidades humanas que inserem o produto na vida cotidiana. </p><p> Dessa forma, a veiculao de representaes sociais nos anncios pode contribuir para produo/reproduo de identidades mediadas, neste caso, por padres de consumo. </p></li><li><p>CONSIDERAES FINAISA Psicologia Social e a Comunicao Social so cincias com propsitos diferentes, mas que podem trazer contribuies entre uma e outra, numa relao de complementaridade.</p><p>Os meios de comunicao de massa so difusores de valores, conhecimentos e das representaes sociais e exercem grande influncia na organizao e na construo social. </p><p>***********************************</p></li></ul>