Codigos projeto Jogo da velha

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    09-Jul-2015

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<ul><li><p>Introduo Logo aps a Computex 2008 eu tive o prazer de visitar as fbricas da ECS junto com um grupo de jornalistas internacionais. A viagem foi interessantssima por vrios aspectos, no s pela tima impresso causada pelas instalaes da ECS na China (visitamos duas plantas separadas) como tambm pelas experincias vividas na viagem. </p><p>Samos de Taiwan na quinta feira a noite rumo a Hong Kong, um vo de uma hora apenas, mas servido atravs de um gigantesco Jumbo (Boeing 747) que apesar de receber cerca de 300 passageiros atravs de dois fingers (aqueles tubos que direcionam os passageiros), no atrasa, soube que uma das linhas mais pontuais do planeta, e a mais movimentada tambm. Nossa ponte area aqui no Brasil tem muito a aprender com os asiticos. De Hong Kong fomos a Shenzhen, na China, de nibus. Uma viagem curta e muito interessante, cruzando a baia de Hong Kong pelas lindas pontes da regio. </p><p>Curiosamente a famosa anexao de Hong Kong China no final do sculo passado (1999) ainda est longe de se concretizar na prtica. Em Hong Kong, por causa da colonizao inglesa, se dirige do lado errado da rua (a famosa mo inglesa) e na China do lado certo (esse conceito de lado certo ou errado meu mesmo, no consigo me entender com o volante no lado direito do carro). A moeda dos dois pases diferente e no fcil trocar depois que entrou no outro pas. preciso passaporte para atravessar a fronteira, com direito a fiscalizao nas malas, visto chins (Hong Kong no exige visto para brasileiros), e desconfiana da guarda de fronteira chinesa. </p></li><li><p> Uma vista da moderna Shenzhen, em uma manh com chuva fina. </p><p>Uma das cenas interessantes foi o mural de criminosos procurados que vi na fronteira, com pelo menos vinte retratos falados de chineses procurados pela polcia. Deve ser dificlimo de identificar o criminoso pois pra mim os desenhos pareciam todos iguais, variando apenas o corte de cabelo, barba, etc. Pra quem j visitou a sia vrias vezes como eu, fcil notar as diferenas fsicas entre os povos da regio e as diferentes facetas entre os cidados, mas mesmo com toda a boa vontade do mundo eu no consegui diferenciar os criminosos pelos retratos falados na parede. So todos muito parecidos! </p></li><li><p> Chegamos ao hotel em Shenzhen bem tarde, e no dia seguinte fomos visitar as duas plantas da ECS. Pela manh fomos naquela que produz placas me, e na parte da tarde fomos incrvel planta que produz entre outras coisas os PCBs, algo que eu no imaginava ser to complexo. Vou comear pelo PCB, pois a partir dele que a placa me construda. </p><p>Fabricando o PCB O processo de fabricao do PCB algo extremamente complexo, e que a maioria de ns d pouca importncia. Vrias vezes eu escrevi aqui sobre PCB de 4 camadas, de 6 camadas, ou mais, como se fosse apenas um detalhe na construo da placa de circuitos. O PCB, ou Printed Circuit Board, formado de vrias camadas de cobre interconectadas nos devidos pontos e trilhas, mas isoladas entre si em todo o resto. Isso significa que certas trilhas da placa podem percorrer longos caminhos entre vrias camadas, e que alguns componentes fixados na parte de cima do PCB esto de fato eletricamente conectados a uma das camadas internas, e isolado das demais. </p><p>Alm da complexidade da construo, a produo do PCB utiliza muita gua, mas muita gua mesmo, e conseqentemente essa gua se torna </p></li><li><p>contaminada por metais pesados e por agentes qumicos usados na produo das camadas do PCB. </p><p>A ECS investiu cerca de 2.9 milhes de dlares em um sistema de tratamento capaz de despoluir e reutilizar enormes quantidades dessa gua, armazenando o excedente em belos lagos artificiais que contornam a fbrica. uma fbrica limpa! </p><p>Do lado externo da fbrica, alm dos belos lagos, jardins impecveis e da estrutura de quadras de esportes, h um conjunto de prdios que servem para alojamento dos funcionrios. Infelizmente por causa da chuva no pude fotografar tais prdios, mas o padro de qualidade e acabamento bastante similar aos da Vila do Pan, no Rio de Janeiro. </p></li><li><p> Uma vista interna do saguo da fabrica de PCB </p><p>Camadas de dentro para fora O processo comea com as placas de cobre laminadas sobre fibra de vidro. Cada placa corresponde a mais de uma camada da motherboard final. No caso do processo que vimos, eram quatro mini-atx (modelos Intel G31) por placa de cobre. O primeiro passo furar tais placas para criar os micro-canais de conexo entre as camadas, alm dos demais furos comuns a todas as camadas como os conectores PCI ou PCI Express, furos para fixao dos coolers, etc. </p></li><li><p> O que impressionante nesse processo que alguns furos so incrivelmente pequenos e precisos. As perfuratrizes da Hitachi so fantsticas, e fui informado que so as melhores do mercado. Mesmo com toda a velocidade dessas mquinas, processar os milhares de furos de um PCB, com bitolas diferentes, algo que leva algum tempo. Da a necessidade de tantas mquinas operando em paralelo. </p></li><li><p> As furadeiras da Hitachi e as placas de cobre so o ponto de partida de todo o processo. </p><p>Incrvel a preciso e o tamanho reduzido de alguns desses furos. </p></li><li><p> direita podemos ver o nascimento do local onde entrar o soquete da CPU </p><p>As poderosas furadeiras da Hitachi trabalhando, e abaixo uma delas com mais detalhe. Reparem que h uma lamina de metal por cima do cobre das placas. Ele serve para evitar que a furadeira arranhe o cobre que </p><p>est por baixo, e descartado depois. </p></li><li><p>Como o ttulo desse captulo mesmo diz, as camadas so feitas de dentro para fora, ou seja, primeiro so feitas as camadas internas da placa, e depois as externas sucessivamente at que sejam finalmente </p></li><li><p>agrupadas em um nico conjunto. As linhas de produo da ECS esto preparadas para produzir placas com mais de 10 camadas (acho que o limite mximo 12, mas preciso confirmar). </p><p>Trocando de broca automaticamente para furar com bitolas diferentes. </p><p>Muita gua, mas preciso descontaminar... Depois de furadas, as placas de cobre so levadas para as demais partes do processo. Algo que notei e que explica a importncia da descontaminao da gua que a cada etapa tudo muito bem lavado, seja com gua quente pressurizada ou seja com agentes qumicos. No pode haver rebarbas nos furos, muito menos manchas condutoras entre as trilhas. </p></li><li><p> Na ECS tudo inspecionado a cada etapa. Todas as verificaes eletrnicas e automticas so doube checked por uma pessoa a fim de </p><p>garantir o processo sem falhas. </p><p>Abaixo vemos um dos vrios processos de lavagem das laminas de cobre. </p></li><li><p> A seguir, uma das vrias mquinas lavadeiras </p><p> preciso ressaltar que a ECS nos deu autorizao para fotografar todas as etapas do processo, algo rarssimo entre as empresas do setor. Lembro que visitei outra fbrica (de outra marca) em Shanghai em 2006 e no pude fotografar nada. S as instalaes externas, algo que pouco oferecia em contedo jornalstico. </p><p>Com a ECS, tivemos a liberdade de fotografar a fabricao at de componentes para terceiros, como veremos ao longo do artigo. </p></li><li><p>E nasce a placa me O processo muito longo e demorado para documentar aqui, mas em dado momento as trilhas so gravadas no cobre e as vrias lminas so agrupadas em um produto final. Na foto abaixo vemos a imagem das trilhas que sero impressas no cobre. </p><p>E a seguir, a placa j com as trilhas gravadas. Mais uma vez, toda a verificao eletrnica e automtica, mas depois conferida por um tcnico especializado. </p><p>A etapa seguinte a aplicao das cores, serigrafia de orientao dos componentes, e mais uma srie de detalhes conforme o projeto de cada placa. Notem nessas fotos que h vrios produtos de marcas diferentes sendo produzidos ao mesmo tempo. </p></li><li><p> Na foto abaixo uma chapa de cobre com trs placas no formato ATX j praticamente prontas. Essas pretas so da linha Black Edition, trs em </p><p>cada chapa de cobre. </p></li><li><p> E abaixo, quatro mini ATX em estado quase final. </p><p>Nessa fase final, onde j d pra reconhecer o produto acabado, tive a oportunidade de ver vrias placas de vrios fabricantes sendo concludas. Fotografei algumas, como as da ABIT (laranjas) que vocs vero a seguir, mas eu perdi a foto mais importante. Uma placa para </p></li><li><p>Nehalem que na hora eu no consegui identificar. Um colega fotografou sem saber o que era, e ficou com a foto exclusiva depois que a identificamos! </p><p>Acima, um PCB de ABIT (me parece que o modelo um I-G31) recm produzida. </p></li><li><p> Nessas duas fotos vemos modelos AM2+ sendo produzidos. No consegui ler a serigrafia, mas provavelmente era de cliente, pois estava </p><p>junto com outras placas de OEM. </p></li><li><p> Laboratrio de anlise de soldas Vou fazer uma parada aqui para comentar sobre o laboratrio que visitei. Ele fica na fbrica de montagem das placas, e responsvel por uma anlise to detalhada que merece algum destaque. a primeira vez que conheo um laboratrio desse tipo em uma fbrica de placas me, capaz de identificar falhas por dentro dos componentes, coisas invisveis ao olho nu. </p></li><li><p> So vrios testes diferentes, mas os que mais me impressionaram foram o testes de uso extremo e os de anlise microscpica. No primeiro, vrias placas so aleatoriamente escolhidas para ficarem em um forno aquecido e mido, funcionando ininterruptamente por dias a fim de testar sua resistncia fsica. Alm das placas em si, componentes como coolers, conectores, etc, so testados em temperaturas ainda mais severas, a fim de medir sua resistncia extrema at literalmente derreterem. Infelizmente as fotos feitas por trs de um vidro embaado pela umidade no ficaram boas, vou ficar devendo. </p></li><li><p> O segundo um processo muito interessante, que faz a anlise das soldas internas dos mais diversos componentes. Aleatoriamente algumas placas prontas so cortadas em vrias sesses e seus componentes internos so montados em base de resina e lixados at ficarem com suas entranhas aparentes. Depois, ao microscpio, so feitas as anlises a fim de verificar se dentro das camadas do PCB e at dentro dos componentes (no caso dos capacitores) as soldas no apresentam falhas e que o processo de produo ocorreu dentro do esperado. </p></li><li><p> Acima os componentes lixados em uma placa de resina, e abaixo a anlise em microscpio em busca de falhas. </p></li><li><p>Nas fotos abaixo alguns exemplos de falhas que so buscadas nessa anlise </p></li><li><p>Fabricando a placa me Depois que conhecemos o processo de fabricao dos PCBs e as diversas anlises do laboratrio, fica parecendo que o processo de montagem da placa me at simples. E de fato . Cada linha de montagem composta por vrios estgios. Conhecemos ao menos 8 linhas diferentes </p></li><li><p>produzindo placas diferentes e para clientes diferentes. Curiosamente, naquele dia todas estavam produzindo placas com o chipset G31 da Intel. </p><p>O processo comea com o PCB, que agora sabemos que no to simples de produzir. Na foto abaixo temos uma pilha dessas placas ainda virgens, prontas para serem montadas e, literalmente, serem cozidas. </p><p>Uma longa esteira rolante forma a linha de montagem, no primeiro passo o PCB montado na esteira e passa lentamente por dezenas de mquinas que posicionam os componentes precisamente sobre as placas, conforme a programao desejada. </p></li><li><p>Essas mquinas trabalham com os componentes em carretis contnuos, cada carretel com seu componente especifico. Abaixo vemos um </p></li><li><p>conjunto desses carretis e tive a oportunidade de encontrar um que trazia o chipset Intel G31. </p></li><li><p> Na foto acima vemos a maioria dos componentes j posicionados sobre o PCB nos respectivos furos que vimos na primeira parte desse artigo, quando expliquei a produo do PCB. O passo a seguir o cozimento e a soldagem por banho, algo que no deu para fotografar por causa das barreiras de proteo de calor. Literalmente a placa toda cozida a ponto de ter todos os componentes soldados nos respectivos pontos de fixao. </p><p>Aps o cozimento, feita uma verificao atravs de gabarito para ver se todos os componentes esto nos devidos lugares. Certamente vocs j perceberam que quando uma placa me sofre uma reviso (Rev: 1.1, por exemplo), algo comum, todo o processo produtivo precisa ser revisto para se adequar ao novo gabarito de montagem. </p></li><li><p> Revisar o processo produtivo pode parecer complicado, mas na prtica no . A ECS estava produzindo naquela semana vrias placas com o G31, mas sabamos que na semana seguinte a produo iria se concentrar em outros modelos, portanto comum refazer o setup da linha a cada necessidade. Talvez os P45 estejam nesse momento sendo cozidos l em Shenzhen, enquanto juntamos nosso dinheirinho para, quem sabe, comprar uma Black Edition baseada nesse chipset. </p><p>Montando os componentes Depois do cozimento inicial com os componentes menores e mais difceis de manusear, h um segundo processo que a montagem manual dos componentes maiores. quando os conectores externos, slots de memria e PCI, alguns capacitores, bobinas e outros itens so adicionados ao conjunto para serem novamente cozidos e soldados antes da etapa final. </p></li><li><p>Como sempre, h inspees visuais em cada etapa do processo. </p></li><li><p> Aqui vemos a placa praticamente pronta, mas ainda faltam os dissipadores nos chipsets. </p><p>Aqui, j com os dissipadores colocados, a placa inspecionada mais uma vez. Essa, embora a foto reduzida no seja ntida, uma placa da </p><p>SuperMicro. </p><p>Testando todas as etapas e todas as placas produzidas </p></li><li><p>Tivemos uma apresentao do processo antes de cada visita, a fim de conhecer detalhadamente o processo que iramos ver. E algo que a ECS fez questo de frisar que todos os produtos so exaustivamente testados no final da linha de montagem, ou seja, no aleatrio. So 100% das placas efetivamente testadas e aprovadas ao final do processo. </p><p>Os testes finais ocorrem em vrias ilhas da linha de produo, enquanto as placas correm pelas esteiras. Na foto acima, uma das vrias </p><p>ilhas de testes. </p></li><li><p>Outra ilha de testes, aqui fazendo um teste funcional com vrios componentes instalados, buscando reproduzir uma situao real do </p><p>consumidor. </p><p>As ilhas de testes so posicionadas de forma que todas as placas passem por todos os testes antes da embalagem final. </p></li><li><p>Uma das linhas estava produzindo placas para Lenovo, e so testadas usando o modelo de testes definido pelo cliente. </p><p>Depois de passar por todas as ilhas de testes, as placas so finalmente embaladas </p></li><li><p> Mais testes aleatrios ao final do processo As linhas de produo so quase retas, comeam de um lado do galpo e terminam no outro, j na fase de embalagem. A cada etapa do processo h uma rea de testes e no final da linha, antes da embalagem final existe um grupo de ilhas que testam todas as placas simulando um ambiente real de trabalho. Chega de testes, certo? </p><p>No, ainda assim h uma outra sesso fora da linha de produo que testa de novo e aleatoriamente vrios produtos de cada linha, pegando-os nas caixas j embalados e abrindo novamente o produto para inspeo. Aqui o teste mais demorado e inclui at testes de burn in. Cada cliente ou marca tem sua ilha de testes separada, como vimos com a Acer, Lenovo, SuperMicro, alm da prpria ECS, para citar apenas algumas delas. </p></li><li><p> Acima e abaixo as ilhas de testes que selecionam produtos acabados aleatoriamente j dentro de suas embalagens. Notem as caixas de </p><p>papelo abertas e as embalagens das placas abertas sobre as mesas. </p><p>Parte 2 Um pouco mais sobre a ECS Na primeira parte desse artigo descrevi a minha...</p></li></ul>