Univasf biomas ciencia ambiental modelo dinamo

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    01-Nov-2014

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  • 1. 1 (NOME DO COLEGIO) UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SO FRANCISCO CAMPUS CINCIAS GRARIAS CURSO DE MEDICINA VETERINRIA ITALO ALAN BARBOSA BISPO (SEU NOME) CARACTERIZAO DOS SETES BIOMAS BRASILEIROS (TITULO DO TRABALHO) (LOCAL E ANO) PETROLINA 2013
  • 2. 2 SUMRIO 1. INTRODUO 04 2. BIOMAS 04 2.1. AMAZNIA 04 2.2. CERRADO 07 2.3. MATA ATLNTICA 09 2.4. CAATINGA 10 2.5. PAMPA 13 2.6 PANTANAL 14 2.7. BIOMA MARINHO 15 3. CONCLUSO 17 4. BIBLIOGRAFIA 18
  • 3. 3 1. INTRODUO (Faa uma apresentao do trabalho, tipo um resumo) Coutinho (2005) apresenta um conceito de bioma essencialmente ecolgico, considerando bioma como uma rea de ambiente uniforme, pertencente a um zonobioma, o qual definido de acordo com a zona climtica em que se encontra, dentro deste conceito se deve tambm considerar outros fatores ambientais, como a altitude e solo, cabe ainda lembrar que os biomas brasileiros no correspondem aos Domnios Morfoclimticos1 . Desse modo considera-se como Bioma uma rea do espao geogrfico, representada por um tipo uniforme de ambiente, identificado e classificado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (formao), o solo, a altitude e a eventual recorrncia de fogo natural. No Brasil existem seis biomas continentais e um bioma marinho. Figura 01 Mapa Biomas Brasileiros. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE, 2013. (Depois de terminado a introduo seu relatrio comea a partir daqui) 2. BIOMAS (Registro de observaes) 2.1. AMAZNIA O IBGE (2013) apresenta o bioma amaznico com uma rea aproximada de 4.196.943 km2, ocupando 49,29% da rea total do territrio terrestre brasileiro ela abrange predominantemente os estados do Acre, Amap, Amazonas, Par, Roraima e em parte os estados do Maranho, Mato Grosso, Rondnia e Tocantins, mas ele abrange realmente quase 8 milhes de Km2 pois esse bioma est distribudo em nove pases da Amrica do Sul: Bolvia, Brasil, Colmbia, Equador, Guiana, Guiana-Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. 1 Conceito criado por Aziz AbSber.
  • 4. 4 Mendona & Danni-Oliveira (2007) descrevem que com exceo de uma pequena parte da Amaznia Brasileira, em sua totalidade ela recebe precipitaes anuais de 1.600 a 3.600 mm com uma temperatura mdia que varia entre 24 a 27C. O clima considerado mido e supermido de dois a trs meses secos, entre agosto e outubro com ocorrncia de temperaturas entre 40 a 42C. O clima amaznico pode ser considerado um dos mais homogneos que em geral coberta por um mar de nuvens baixas. AbSaber (2003) descreve geograficamente o bioma como inserido numa depresso a partir de pequenas elevaes dos tabuleiros, terraos e plancies. O maior bioma brasileiro abriga a maior floresta tropical do mundo, a Amaznia que uma regio de grandes relquias da histria da vida na Terra. Segundo a organizao no governamental Greenpeace Brasil (2013) esto entre os rios, vales e florestas amaznicos mais de um quarto de todas as espcies animais e vegetais do planeta. Acredita-se que seja at 30 milhes de plantas diferentes e o maior conjunto de primatas, jacars, sapos, insetos, lagartos, aves e peixes de gua doce. Enquanto nos rios europeus nadam at 200 espcies de peixe, na Amaznia h mais de 2 500 e o maior peixe do mundo, o pirarucu encontrado no Amazonas. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaznia (IPAM, 2013) acredita que o bioma possa abrigar mais 2,5 milho de espcies de insetos, 2.000 aves, 1.700 mamferos, mas que somente parte destes foram catalogados. H pelo menos seis espcies de felinos endmicos como a ona pintada (jaguar), preta (jaguanun), vermelha (puma) e jaguatirica (gato maracaj), existem tatus, tamandus, gambs, preguia, coral, surucucu, sucuri, jibia, jacar Au, anta o maior animal da Amaznia entre outros animais AbSber (2004) apresenta que tanta diversidade est ligada ao passado da floresta. Nos ltimos milnios, as glaciaes foraram as florestas a passar por grandes perodos de seca. No momento que isso acontecia, as regies de floresta diminuam, permanecendo isoladas umas das outras. O isolamento propiciou o aparecimento de novas espcies, e a maior parte delas prosseguiu existindo mesmo aps as matas se unificaram. Outro fator que colabora para a diversidade so os diversos tipos de relevo amaznico. Conforme AbSber (Op. Citi.) basicamente existem trs principais relevos da regio: A famosa mata de igaps que so as reas ao longo dos rios que esto sempre alagadas, abrigo de plantas de pequeno porte, como a vitria-rgia e outras ninfeceas.
  • 5. 5 Nas vrzeas, reas propensas a inundaes peridicas, a vegetao tem porte mdio. J as grandes rvores esto na terra firme, tambm chamada de caaets, onde algumas espcies, como a da castanha do Par, chegam a 60 metros de altura. Os rios que cortam a regio formam a bacia hidrogrfica do Amazonas, descrita pela Agncia Nacional de Aguas (2013) como a maior do mundo, onde percorre cerca de 60% da gua doce do Brasil. Esses rios so originados pela gua que desce da cordilheira dos Andes, do planalto das Guianas e do planalto central. O rio central, o Amazonas, percorre, dos Andes at o oceano Atlntico, 7.000 km. Trata-se do rio mais extenso e com maior volume de gua do mundo (cerca de 200.000 metros cbicos por segundo). Como a regio formada por grandes plancies sedimentares segundo AbSaber (2004), so rios navegveis - os barcos so um importante meio de transporte na regio. A bacia amaznica forma uma rede de estradas fluviais com mais de 25.000 km. No caminho at o oceano, o Amazonas arrasta sedimentos (restos de plantas e animais, alm de rochas que passaram por intemperismo). Os sedimentos podem ser vistos a mais de 200 quilmetros dentro do oceano Atlntico. Conforme dados do IBGE (2013) vivem nessa regio 25 milhes de brasileiros. Pelo menos 400.000 deles so ndios, de quase 200 etnias. Cerca de 1% - aproximadamente 70 tribos - ainda est isolado, ou seja, sem contato com o branco. Pouco mais de 25% dos ndios da Amaznia j vivem nas cidades. Em Manaus, h cerca de 20.000 deles - uma populao maior que a de muitas aldeias da regio. AbSaber (2004) explica que a Amaznia vem sendo ocupada, sobretudo, depois da dcada de 1970, quando o regime militar brasileiro abriu estradas, ferrovias, implantou mineradoras e incentivou a migrao para os estados amaznicos, a preocupao com a soberania brasileira no territrio da floresta era maior que as questes ambientais, a consequncia que 17% da vegetao amaznica j foi desmatada. As regies mais propensas explorao humana so as bordas da floresta - Rondnia, o norte de Mato Grosso, sul do Par e norte do Maranho formam o que o Instituto de IPAM (2013) chama de Arco do Desmatamento, onde a nessas regies, a floresta d lugar principalmente reas de cultivo e pastoreio. Outras regies atingidas pelo desmatamento so aquelas prximas s redes de transporte - os rios e as estradas. Apesar da reduo do ritmo de desmatamento ele ainda preocupante, alm da preocupao da retirada de madeira, ainda existem os focos de incndio.
  • 6. 6 Dentre os conflitos mais recentes na regio est a gerao de energia eltrica, a construo das usinas de Santo Antnio, Jirau e Belo Monte, essa ultima alcanou notoriedade mundial pelo fato do espelho dgua alcanar reservas florestais e indgenas. Como a Amaznia uma regio de grandes plancies, as barragens costumam alagar reas imensas. A construo da Usina Hidreltrica de Balbina, por exemplo, inundou 2600 quilmetros quadrados de florestas nativas - o dobro da rea alagada por Itaipu e mais de sete vezes a rea da cidade de Belo Horizonte. As rvores, em vez de ser aproveitadas como madeira, esto at hoje apodrecendo embaixo dgua, o que fez de Balbina uma fonte gigantesca de gases do efeito estufa. O mesmo ocorreu com a Usina de Tucuru, inaugurada em 1984, que devastou mais da metade dos Animais e da floresta dos municpios ao seu redor. 2.2. CERRADO O IBGE (2013) informa que o bioma Cerrado ocupa mais de 2 milhes de quilmetros quadrados, cerca de 24,1% do territrio brasileiro, o segundo maior bioma brasileiro abrangendo 12 estados. Detm cerca de um tero da biodiversidade brasileira. Predominam mais arbustos e ervas que rvores, mas h tambm matas secas, as chamadas florestas deciduais aroeiras, perobas, ips, cerejeiras, cedros , que perdem quase todas as folhas no inverno, uma estratgia para guardar energia e enfrentar a estiagem e o frio. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria (EMBRAPA) comenta que j foram identificadas mais de 12 mil plantas e que os pesquisadores estimam que possam existir pelo menos 20 mil, das quais 4 mil so endmicas. Na ltima dcada, s de flores, foram identificadas 966 novas espcies. Braslia, com menos de 6 mil quilmetros quadrados, tem mais orqudeas conhecidas que toda a Amaznia. Segundo o I Relatrio Nacional para a Conveno sobre Diversidade Biolgica publicado pelo Ministrio do Meio Ambiente (2013), o Cerrado brasileiro guarda pelo menos um tero dos 15% a 20% dessa diversidade no planeta. Em certos pontos, chega-se a encontrar at 28 espcies por metro quadrado. O desmatamento do Cerrado avana razo de 22 mil quilmetros quadrados (1,1% do ecossistema) por ano. Como j so mais de 800 mil quilmetros quadrados desmatados, a perda da biodiversidade acentuada. H indcios disso no desaparecimento progressivo de polinizadores, como abelhas e morcegos, Em Tocantins, no Jalapo vivem 440 espcies de vertebrados, e recentemente foram descobertos mais 11 tuiuis.
  • 7. 7 Parque Nacional das Emas o cenrio de uma das maiores tristezas do Cerrado. Praticamente todo o entorno dessa unidade de conservao foi drenado para secar e permitir a plantao de soja. Isso afeta os rios que correm para dentro do parque e a vegetao que alimenta a fauna (emas costumam pastar nas plantaes para comer restos de soja). Os agrotxicos pulverizados por avio so levados pelos ventos reserva adentro, e as queimadas se estendem pela vegetao que deveria ser preservada. O lobo-guar, smbolo do Cerrado, um ser em geral solitrio, tem de aproximar-se dos humanos em busca de comida Na mesma regio, outro drama: as imensas voorocas das nascentes do rio Araguaia. J so quase 100, cada uma com quilmetros de extenso e dezenas de metros de profundidade. Elas aumentam anualmente, despejando sedimentos que o rio carreia. Segundo a Embrapa Monitoramento por Satlites, menos de 5% da rea total do ambiente apresenta fragmentos com mais de 2 mil hectares contnuos, capazes de sobreviver em trechos menores as cadeias genticas, reprodutivas, alimentares no conseguem se manter. E em boa parte dos fragmentos menores h ocupao progressiva em pastagens naturais. Para piorar, o recente avano da cana-de-acar no Cerrado est causando forte desmatamento nos dois Mato Grosso, alm de Gois, Tocantins, Piau e oeste da Bahia, quando a expanso poderia perfeitamente acontecer em reas de pastagens, onde o ndice de degradao est em torno de 70% do total. A produo de carvo para siderrgicas outro srio problema. De acordo com o Ministrio do Meio Ambiente, de 750 milhes de toneladas anuais de emisso de gases no pas como resultado de desmatamento e queimadas, a Amaznia responde por 59%. E isso quer dizer que 41% ocorrem fora de l, principalmente no Cerrado. Nos cenrios que traou para o Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais j prev para o centro-oeste um aumento de temperatura entre 4 e 6 graus Celsius ao longo deste sculo. A perda tambm ser relevante na rea dos recursos hdricos, j que nas reas desmatadas bem menor a reteno de gua. O Ministrio do Meio Ambiente tem indicaes de que est se reduzindo o volume de gua retido no subsolo. Com isso, podero ser afetadas inclusive as bacias em outros biomas que recebem gua do Cerrado. Contribui para o descaso com esse bioma o fato de ele no haver sido includo entre os que a Constituio de 1988, no artigo 225, pargrafo 4o, considera patrimnio nacional, como a floresta Amaznica, a mata Atlntica, a serra do Mar e o Pantanal Mato-Grossense. H quase 14 anos est empacada no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que retiraria do Cerrado, da Caatinga e do Pampa essa condio de primos pobres entre os ecossistemas brasileiros e os incluiria no artigo 225. Contudo, a bancada ruralista, com outros
  • 8. 8 apoios, no permite que seja aprovada, pois considera o Cerrado o lugar ideal para a expanso da agropecuria. Falta ao pas, na verdade, uma estratgia que privilegie recursos e servios naturais no centro de todo o planejamento nacional. Porque, como tm afirmado os relatrios do Programa das Naes Unidas para o Meio Ambiente, esses recursos e servios so hoje fator escasso no mundo, j que estamos consumindo cerca de 25% mais do que a biosfera terrestre pode repor. O Brasil dono de posio privilegiada, que o coloca como uma espcie de sonho de futuro: tem territrio continental, Sol o ano todo, 12% de toda a gua doce superficial do planeta, de 15% a 20% da diversidade biolgica global. Alm disso, pode dispor de uma matriz energtica renovvel e limpa, com hidroeletricidade, energia solar, elica (seu potencial o dobro do consumo total de energia no pas hoje), de mars e de biocombustveis (lcool, mamona, dend, pinho-manso, soja). 2.3. MATA ATLNTICA O Almanaque Brasil Socioambiental (2007) afirma que o bioma da Mata Atlntica possua 1,3 milho de quilmetros quadrados de floresta, o equivalente a 15% do atual territrio brasileiro, numa faixa que atravessava o pas desde o extremo do nordeste brasileiro at o extremo sul do pas, era a segunda maior floresta do pas. As paisagens se alternavam de contnua: manguezais intactos, rvores enormes enfeitadas com bromlias e orqudeas, vegetao baixa no topo das serras, araucrias nas regies mais frias. Diversos ciclos econmicos se sucederam - a explorao do pau-brasil, as monoculturas da cana-de-acar e do caf - e ao estabelecimento de polos industriais. Hoje, restam pouco mais de 7% de Mata Atlntica em fragmentos esparsos de floresta, ainda ameaados pela caa ilegal, pela explorao predatria de palmito e de madeira e pela especulao imobiliria. A organizao no governamental Conservation International Brasil (2013) diz que apesar de bastante degradada, a Mata Atlntica continua sendo uma das regies mais ricas em biodiversidade do planeta, chamando-a de um hotspot2 , reduzida a 25% ou menos da sua cobertura original. A SOS Mata Atlntica (2013) comenta que como a floresta est fragmentada, as remanescentes de mata no tm ligao umas com as outras, assim, as espcies animais e 2 rea com considervel riqueza biolgica.
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