1ªaula de hermenêutica

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    11-Aug-2015

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<ol><li> 1. 1 aula By Pr. Jos Carlos Hermenutica </li><li> 2. HERMENUTICA a cincia ( a arte) que mos ensina os princpios, as leis e os mtodos de intepletao. Considera como cincia porque tem normas, ou regras, que podem ser classificadas num sistema ordenado: arte porque a comunicao flexvel; e, portanto, uma aplicao mecnica e rgida das regras s vezes distorcer o verdadeiro sentido de uma comunicao. </li><li> 3. de fundamental importncia aprender as regras da Hermenutica bem como a arte de aplic-las. A teoria Hermenutica divide-se em dois grupos: a Hermenutica Geral e a Especial. Hermenutica Geral o estudo das regras que regem a intepretao do texto bblico. Hermenutica Especial o estudo das regras que se aplicam a parbolas, alegorias, smbolos e profecias. </li><li> 4. A Hermenutica nos ajuda achar os princpios da "Exegese", a intepletao de um texto da Bblica. Quando interpretamos um captulo da Bblia, palavra por palavra estamos fazendo "exegese" daquela parte. Portanto "exegese" a interpretao de um texto bblicos; e a Hermenutica estuda os princpios de intepletao, para entendermos o que o texto significa na poca em que foi escrito e o que significa para nossa poca. </li><li> 5. A necessidade da Hermenutica Quando interpretamos as Escrituras, h diversos bloqueios a uma compreenso espontneo do texto. O primeiro bloqueio o histrico. Estamos muito separados no tempo dos autores quanto dos leitores primitivos. Por exemplo, a amtpatia de Jonas pelos ninivitas fica mais facl de entender quando conhecemos a extrema crueldade do povo de Nnive. </li><li> 6. Temos tambm h o bloqueio cultural. Existem muitas diferenas entre a cultura dos antigos hebreus e a nossa. A falha em reconhecer essas diferenas pode resultar numa interpretao errada do significado das palavras e das aes bblicas. Mas alm desses, h o bloqueio lingstico. A Bblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego - trs lnguas que possuem estruturas e expresses idiomticas muito diferentes da nossa prpria lngua. </li><li> 7. E por fim, temos o bloqueio filosfico. Para transmitir validamente uma mensagem de uma cultura para outra, o tradutor ou o intrprete deve estar ciente tanto das similaridades como dos contrastes das diferentes vises de mundo. E da mesma forma que nos so teis os princpios de interpretao para sabermos o que significava a Bblia na poca em que foi escrita, nos so teis os princpios de interpretao para sabermos o seu significado para os nossos dias. </li><li> 8. Princpios falsos de interpretao Antes, porm, de veremos as regras corretas de interpretao, vamos conhecer alguns princpios errados de interpretao da escrituras. Estes esto errados porque se baseiam em pressupostos equivocados quando quilo que o cerne da revelao de Deus. </li><li> 9. A Bblia tambm uma mensagem e nossa funo saber exatamente o que Deus est nos dizendo em determinada passagem, e no o que ela significa para mim. Muitos princpios errados de interpretao surgiram exatamente em funo de se buscar um sentido pessoal do texto sem levar em conta o que o autor da mensagem (Deus) realmente queria dizer. Vamos compartilhar seis princpios falsos de interpretao. </li><li> 10. 1. Princpio da interpretao moralista Segundo esse princpio, o ponto central da Bblia que Deus recompensa os bons e pune os maus. Tudo gira em torno do que o homem deve ser: obediente, generoso, ordeiro.... Mas a base de tudo deve estar no que Deus faz por ns. Mas essa forma demasiada foge do centro da mensagem de Deus, por isso um princpio insuficiente. </li><li> 11. 2. princpio da interpretao individualista Quando usamos o termo individualista no devemos entender como sendo o mesmo que egosta. Individualista neste caso, aquele que pensa que toda mensagem bblica para indivduos. Ele no leva em conta a mensagem bblica para a sociedade, para o nosso mundo, para os povos em sua totalidade. </li><li> 12. O individualista afirma que o assunto principal da Bblia a salvao individual. Tudo na Bblia gira em torno de aceitar a Jesus como Salvador e ter certeza de entrar no cu futuramente. A salvao muito importante na Bblia. Sem f em Jesus Cristo no podemos conhecer a verdade. A salvao a porta de entrada de um longo caminho, mas apenas a porta de entrada, no caminho todo. Ele acaba criando mensagem de um a salvao individual. Por isso se torna um princpio insatisfatrio. </li><li> 13. 3. Princpio da interpretao modernista Para o modernista a Bblia um livro muito antigo e, e para vivermos em mundo moderno, muitas histrias dela parecem mitos e lendas. A Bblia est cheia de milagres e narrativas inacreditveis, que para eles aceitarem devem ser provados cientificamente. Para eles a mensagem boa, mas os fatos no podem ser comprovados cientificamente. Esse o erro do modernista e alm de insuficiente altamente maligno. </li><li> 14. 4. Princpio da interpretao poltica Essa interpretao, Abrao saiu de Ur, protestou contra a sociedade de consumo daqueles dias. Sanso foi um exemplo de um autntico revolucionrio. Davi se tornou-se um guerrilheiro. Jesus foi um grande revolucionrio, que rompendo com as autoridades, iniciou o processo de revoluo, estando ao lado das vitimas. Outros consideram nossa sociedade bastante razovel. Achando que Jesus s se preocupa com a salvao e no com a situao econmica das pessoas. </li><li> 15. 5. Princpios da interpretao doutrinria a interpretao da Bblia conforme a doutrina da igreja. Um exemplo de como a doutrina determina a interpretao do texto a exegese feita pela igreja catlica em Mateus 16: 18-19. Eles consideram esse texto como prova da posio papal na hierarquia da igreja. Isso deveria ser um processo normal, entretanto, neste caso temos uma doutrina pr-existente forando o sentido do texto. </li><li> 16. Mateus 16:18-19 18 Pois tambm eu te digo que tu s Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno no prevalecero contra ela; 19 E eu te darei as chaves do reino dos cus; e tudo o que ligares na terra ser ligado nos cus, e tudo o que desligares na terra ser desligado nos cus. </li><li> 17. Apocalipse 12:1-6 - 1 E viu-se um grande sinal no cu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus ps, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabea. 2 E estava grvida, e com dores de parto, e gritava com nsias de dar luz. 3 E viu-se outro sinal no cu; e eis que era um grande drago vermelho, que tinha sete cabeas e dez chifres, e sobre as suas cabeas sete diademas. 4 E a sua cauda levou aps si a tera parte das estrelas do cu, e lanou-as sobre a terra; e o drago parou diante da mulher que havia de dar luz, para que, dando ela luz, lhe tragasse o filho. 5 E deu luz um filho homem que h de reger todas as naes com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. 6 E a mulher fugiu para o deserto, onde j tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. </li><li> 18. Para provar a ascenso (elevar) de Maria. A deificao (transformar em santa) de Maria uma doutrina catlica pr-concebida pela tradio, que fora a interpretao para legitim-la. Sem dvida muito importante que a Igreja possua uma doutrina, mas a doutrina nunca pode determinar o que a Bblia tem a dizer. </li><li> 19. 6. Princpio da interpretao literalista Muitos cristo dizem: Para ler a Bblia no precisamos de um princpio de interpretao. Para ns a Bblia a Palavra de Deus e explicamos simplesmente como est escrito. Ns queremos ser fiis Palavra de Deus. Para eles a Bblia deve ser sempre interpretada literalmente, sem dvida esse princpio bastante atrativo mas, existe alguns perigos que tornam insuficiente para a compreenso da Palavra de Deus. Vejamos alguns exemplos: </li><li> 20. No haver traje de homem na mulher, e nem vestir o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominao ao Senhor teu Deus. Deuteronmio 22:5 Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabea coberta, desonra a sua prpria cabea. 1 Corntios 11:4 Julgai entre vs mesmos: decente que a mulher ore a Deus descoberta? 1 Corntios 11:13 </li><li> 21. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, tambm eu vos envio a vs. Joo 20:21 Saudai-vos uns aos outros com sculo santo. 2 Corntios 13:12 Segundo a interpretao literalista, esses mandamentos so validos at hoje. Mas todos os mandamentos? O que fazer com Dt. 21: 18-21. </li><li> 22. Quando algum tiver um filho contumaz e rebelde, que no obedecer voz de seu pai e voz de sua me, e, castigando-o eles, lhes no der ouvidos, Ento seu pai e sua me pegaro nele, e o levaro aos ancios da sua cidade, e porta do seu lugar; E diro aos ancios da cidade: Este nosso filho rebelde e contumaz, no d ouvidos nossa voz; um comilo e um beberro. Ento todos os homens da sua cidade o apedrejaro, at que morra; e tirars o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvir e temer. Deuteronmio 21:18-21 </li><li> 23. Observe que algumas partes so interpretada literalmente e outras no. Este o primeiro problema. O segundo que muitas vezes os textos so citados sem levar em conta o momento histrico em que foram escritos. Veja Joo 20:21, saudou os discpulos com Paz seja convosco. Naquela poca os judeus saudavam sempre com a palavra SHALOM, que significa paz. Levando em considerao histrico a saudao de Jesus era comum ao discpulos naquela situao. </li><li> 24. Quem acha que devemos saudar uns aos outros com a paz do Senhor no leva em conta que essa saudao era to comum como o nosso bom dia hoje. O terceiro perigo de uma interpretao literria o uso de texto isolado para provar certas doutrinas e prticas. A respeito de um assunto ou doutrina devemos considerar o que toda Bblia diz. </li><li> 25. O quarto perigo usar texto da Bblia visando alvos completamente diferentes do alvo do texto. Resumindo, aprendemos que existem princpios errados de interpretao dentre eles estudamos os mais importantes: moralista, o individualista, o modernista, o poltico, o doutrinrio e o literalista. </li><li> 26. O primeiro perigo: ningum sabe exatamente quais textos devem ser seguido literalmente. Segundo perigo: que muitas vezes textos so citados sem levar em conta a situao histrica em foram escritos. Terceiro perigo: apresentao de texto isolados para provar certas doutrinas e praticas. E o ltimo: perigo de usar texto visando um alvo diferente do prprio texto. </li></ol>