Cultura do Palácio (parte 2)

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    10-Jul-2015

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A CULTURA DO PALCIO-O MANEIRISMO

A CULTURA DO PALCIO-O MANEIRISMO A conjuntura histrica do Renascimento- sculos XV e XVI- expansionista e optimista, deu lugar a partir de meados do sculo XVI a uma poca mais instvel. O Movimento da Reforma Protestante abalou profundamente os nossos antepassados. Surgiram guerras e lutas religiosas, perseguies e crises polticas, sociais e econmicas.

O MANEIRISMO

O Massacre do dia de S. Bartolomeu- Paris-1572O MANEIRISMO

Livro do Index em PortugalO MANEIRISMO A Arte perdeu clareza de formas , rigor lgico e conceptual do Renascimento. A Arte enveredou pelos perfeccionismos tcnicos, pela explorao dos sentimentos e da sensualidade, pelo individualismo estilstico e pelo decorativismo. Chegou a poca do Maneirismo, perodo de transio que iria evoluir para o estilo Barroco, tpico do sculo XVII.MANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADE Nos finais da Idade Mdia a Igreja Crist conheceu um perodo atribulado que a afastou da pureza e disciplina do clero, inclundo os prprios papas. Vrias heresias foram surgindo na Europa -Heresia (do latim haersis, por sua vez do grego , "escolha" ou "opo") a doutrina ou linha de pensamento contrria ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo.MANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADEHeresias importantes foram as de Wycliff na Inglaterra; dos Hussitas na Bomia e Leste da Europa e o Cisma do Ocidente. John Wycliff foi um percursor da Reforma Protestante. Como telogo, logo destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra os excessos do papado, ganhando reputao de patriota e reformista. Wycliff afirmava que havia um grande contraste entre o que a Igreja era e o que deveria ser, por isso defendia reformas. Suas ideias apontavam a incompatibilidade entre vrias normas do clero e os ensinos de Jesus e seus apstolos.Uma destas incompatibilidades era a questo das propriedades e da riqueza do clero. Wycliffe queria o retorno da Igreja primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua viso, era incompatvel com o poder temporal do papa e dos cardeais.

MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE Os hussitas constituram um importante grupo que procurou modernizar a Igreja na Bomia ( actual Repblica Checa ), influenciados pela aco de Jan Huss ( da o seu nome ) e por John Wycliff. Criticaram o poder e corrupo do papado e da Igreja. Jan Huss foi considerado herege pela Igreja Catlica e foi queimado vivo. considerado um precursor do Movimento Protestante.MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADEO comportamento corrupto dos clrigos, que viviam como laicos, no luxo e no vcio, contriburam para uma crise da f e para uma cada vez maior crtica Igreja feita pelos fiis, principalmente pelos humanistas e clrigos prestigiados, como Loureno Valla e Erasmo de Roterdo.Lorenzo Valla (1407 1 de agosto de 1457) foi um escritor, humanista, retrico e educador italiano.Clebre por sua aplicao dos novos padres humanistas de crtica a documentos usados pelo Papado em apoio de seu poder temporal. Em 1440 publicou o seu panfleto contra a Doao de Constantino, que provou efectivamente que o famoso documento, pelo qual a autoridade imperial romana teria sido transmitida ao Papado, era esprio.Valla foi tambm um filsofo de prestgio, e preocupado, com sua maestria lingstica, em que no se perpetuassem antigos erros decorrentes de tradues defeituosas de Aristteles e da Bblia.

MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE

Lorenzo VallaMANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADETambm o grande humanista e intelectual Erasmo de Roterdo criticou certos aspectos da Igreja Catlica mas nunca aderiu ao Protestantismo.O Elogio da Loucura, (em grego Morias Engomion ( ), latim Stultitiae Laus) um ensaio escrito em 1509 por Erasmo de Roterdo e publicado em 1511. O Elogio da Loucura considerado um dos mais influentes livros da civilizao ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.O livro comea com um aspecto satrico para depois tomar um aspecto mais sombrio, em uma srie de oraes, j que a loucura aprecia a auto-depreciao, e passa ento a uma apreciao satrica dos abusos supersticiosos da doutrina catlica e das prticas corruptas da Igreja Catlica Romana. O ensaio termina com um testamento claro e por vezes emocionante dos ideais cristos.

Erasmo de RoterdoMANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE

Martinho Lutero- 1483-1546MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE Este contexto complexo levou Reforma Protestante, movimento religioso que se iniciou na Alemanha com Martinho Lutero e a Questo das Indulgncias de 1517. As Indulgncias eram a remisso total ou parcial dos pecados em troca de dinheiro; Lutero criticou este facto, pois considerava que no levava ao verdadeiro arrependimento e conduzia o clero e o papado corrupo e ao apego dos bens materiais.MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE

Papa Alexandre VIMANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADE

Csar Brgia- filho do papa Alexandre VI

Lucrcia Brgia- filha do papa Alexandre VIMANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADECsar e Lucrcia Brgia (setembro de 1475 12 de maro de 1507 e 18 de abril de 1480 24 de junho de 1519, respectivamente), filhos ilegtimos do Papa Alexandre VI que morreu ao engolir, por engano, um veneno que ele e o filho Csar prepararam para outras pessoas, foram acusados de simonia (trfico de coisas sagradas ou espirituais, tais como sacramentos, dignidades, benefcios eclesisticos etc.), luxria, incesto e outras perverses, alm de envenenamentos, fratricdios e uma insacivel sede de poder. Os Brgia alimentaram as piores histrias sobre o papado da Renascena. Seu veneno chamado La Cantarella tem sua composio desconhecida at hoje. Provavelmente continha cobre, arsnico e fsforo bruto.

MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADEGraas Reforma Protestante aumentou uma forte contestao ao Papado e deu-se uma reinterpretao das Sagradas Escrituras e da Doutrina, dando origem a novas igrejas; as igrejas protestantes :Luterana, Calvinista e Anglicana.MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADEA Reforma Protestante abalou profundamente a Igreja Catlica Romana, obrigando os papas a consciencializarem-se da necessidade de uma reforma profunda e urgente da Igreja Catlica.Foi o papa Paulo III que iniciou a Reforma da Igreja Catlica com o Conclio de Trento 1534-1549.

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O Conclio de TrentoMANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE Do Conclio de Trento saram as linhas orientadoras da Contra-Reforma - movimento iniciado pela Igreja Catlica para combater o Protestantismo e iniciar uma renovao interna que fizesse regressar a doutrina sua pureza original e os clrigos disciplina sacerdotal ; consolidar a Igreja, fazendo regressar os fiis que aderiram ao Protestantismo e expandir a f pela missionao- entregue Companhia de Jesus.MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADEA vigilncia da f dos crentes fez-se pelo reforo do Tribunal da Inquisio e pela criao do Index

MANEIRISMO-REFORMA E ESPIRITUALIDADEA religiosidade do sculo XV era muito aparatosa na sua imagem :Culto, festas, peregrinaes, confrarias, devoes, promessasSurgiu nesta poca uma nova religiosidade mais interior, individual, apoiada na leitura da Bblia.Foi bastante divulgada pela publicao da obra Imitao de Cristo de Thomas KempisMANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADEAparecimento do movimento da Devotio Moderna, que surgiu nos Pases Baixos, propagado pelos Irmos da Vida Comum.A Devotio Moderna foi um movimento reformador de rejeio da piedade crist confinada ao rito, que colocou nfase na introspeco, no exame da conscincia, na leitura da Bblia e na simplicidade da piedade pessoal.