HermenêUtica Pr José Polini

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    06-Jun-2015

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<ul><li> 1. Pastor Jos Polinijose@polini.org </li></ul><p> 2. SUMRIO SUMRIO................................................................................................................................................................I1. INTRODUO..................................................................................................................................................12. HISTRIA DOS PRINCPIOS HERMENUTICOS NA IGREJA...........................................................1 2.1. O PERODO PATRSTICO.................................................................................................................................1 2.2. O PERODO DA IDADE MDIA........................................................................................................................3 2.3. O PERODO DA REFORMA..............................................................................................................................3 3. UMA PALAVRA AO INTRPRETE.............................................................................................................44. LINGUAGEM BBLICA..................................................................................................................................5 4.1.LUZES DA PRPRIA BBLIA............................................................................................................................5 4.2.CONTEXTO..................................................................................................................................................6 4.3.VOCABULRIO DO ESCRITOR..........................................................................................................................6 4.4.VOCABULRIO BBLICO EM GERAL..................................................................................................................7 4.5.PARALELISMO..............................................................................................................................................7 4.6.INTUITO DO ESCRITOR...................................................................................................................................8 4.7.CORRELAO..............................................................................................................................................8 5. OS TEMPOS E SUA MENSAGEM................................................................................................................9 5.1. ANTIGAMENTE.............................................................................................................................................9 5.2. OS TEMPOS DOS GENTIOS.............................................................................................................................9 5.3. OS TEMPOS DO REFRIGRIO.........................................................................................................................10 6. LINGUAGEM FIGURADA..........................................................................................................................10 6.1. METFORA...............................................................................................................................................11 6.2. SINDOQUE...............................................................................................................................................11 6.3. METONMIA..............................................................................................................................................11 6.4. PROSOPOPIA............................................................................................................................................12 6.5. IRONIA.....................................................................................................................................................12 6.6. HIPRBOLE...............................................................................................................................................12 6.7. ALEGORIA................................................................................................................................................12 6.8. ANTROPOMORFISMO....................................................................................................................................13 6.9. FBULA...................................................................................................................................................13 6.10. ENIGMA.................................................................................................................................................13 6.11. TIPO......................................................................................................................................................14 6.11.1. Tipos Histricos...................................................................................................................................14 6.11.2. Tipos Rituais.........................................................................................................................................146.11.2.1. Tabernculo...................................................................................................................................................156.11.2.2. Os Sacrifcios................................................................................................................................................156.11.2.3. Solenidades Anuais.......................................................................................................................................16 6.12. SMBOLO...............................................................................................................................................17 6.12.1. Objetos Reais.......................................................................................................................................17 6.12.2. Vises....................................................................................................................................................18 6.12.3. Transaes ou Atos..............................................................................................................................18 6.12.4. Nomes...................................................................................................................................................18 6.12.5. Nmeros................................................................................................................................................19 6.12.6. Cores.....................................................................................................................................................19 6.12.7. Formas..................................................................................................................................................19 6.12.8. Glossrio Simblico.............................................................................................................................19 6.13. PARBOLA.............................................................................................................................................20 Hermenutica Bblica I 3. 1 1. INTRODUO Podemos ler a Bblia sem a entendermos, mesmo em pontos essenciais, e isto tm causado muita confuso, pois uma das primeiras cincias que o pregador deve conhecer certamente a hermenutica. Infelizmente a maioria dos pregadores ignoram at o que significa o termo (originria do grego hermeneuo ou hermenevein, que significa interpretar), da qual faremos um breve estudo.H diferena entre a histria da Hermenutica como CINCIAe a histria dos PRINCPIOS HERMENUTICOS. A primeira teria comeado pelo ano 1.567 A.D., quando Flcio Ilrico fez a primeira tentativa de um tratado cientfico de Hermenutica, enquanto que a ltima teria seu ponto de partida bem no comeo da era Crist.O escritor ou pregador que discorrer sob a hermenutica expe os princpios gerais de interpretao, apresentando um estudo metdico dos princpios e regras de interpretao das Sagradas Escrituras. Uma das principais qualidades que o intrprete da Bblia deve possuir o amor supremo verdade, como tambm qualidades morais, intelectuais, e sinceridade. Dever possuir tambm uma boa dose de imaginao e bom senso, para no exagerar. Boa parte da Bblia Sagrada consiste de descries e linguagem potica e sentimental. Portanto, precisamos do poder da imaginao para penetrar no ntimo do autor do livro, imaginar suas alegrias, tristezas, aflies, desespero, etc.Usando a imaginao, podemos acompanhar o poeta no exlio, longe do santurio em Jerusalm e do Rio Jordo, das terras onde nasceu e foi criado, sua aflio e abandono, e ouvindo insultos e ultrajes do inimigo. Como j foi citado anteriormente, necessrio cuidado e bom senso com a imaginao, a fim de evitar interpretaes e concluses fora da Escritura.No esgotaremos o assunto neste breve estudo, pois em virtude das caractersticas do mesmo, tornaria a apostila demasiadamente longa e enfadonha. O principal objetivo desta despertar no leitor a curiosidade, e conseqentemente, a vontade de pesquisar nas diversas publicaes existentes sobre hermenutica.2. HISTRIA DOS PRINCPIOS HERMENUTICOS NA IGREJA2.1. O Perodo PatrsticoNo Perodo Patrstico, o desenvolvimento dos princpios HERMENUTICOS se prende a trs diferentes centros da vida da Igreja: Alexandria, Antioquia e Ocidente.1. A Escola de Alexandria. No comeo do sculo III A.D. a interpretao bblica foi influenciada principalmente pela escola catequtica de Alexandria. Esta cidade era importante centro de estudos, e ali a religio judaica e a filosofia grega se encontraram e mutuamente se influenciaram. A filosofia platnica ainda era corrente ali nas formas do neoplatonismo (doutrina filosfica que associavam misticismo ao platonismo) e do gnosticismo (sistema filosfico religioso cujos adeptos pretendiam ter um conhecimento completo de Deus).No de admirar que a famosa escola catequtica desta cidade se tenha deixado influenciar por esta filosofia popular e se acomodado a ela em sua interpretao da Bblia. Encontrou o mtodo natural de harmonizar religio e filosofia na interpretao alegrica, pois filsofos pagos (esticos) h muito haviam a muito empregado este mtodo na interpretao de Homero, e, portanto, indicado o caminho; e Filo, que era tambm de Alexandria, emprestou a este mtodo o peso de sua autoridade, reduzindo-o a um sistema, e aplicando-o at mesmo para as mais simples narrativas.Os principais representantes desta Escola foram Clemente de Alexandria e seu discpulo, Orgenes. Ambos consideravam a Bblia como inspirada Palavra de Deus, em sentido estrito, e participavam da opinio de seu tempo de que regras especiais deviam ser aplicadas na interpretao das comunicaes divinas. E, no Hermenutica Bblica 4. 2obstante reconhecerem o sentido literal da Bblia, eram de opinio que somente a interpretao alegrica contribua para um conhecimento real.Clemente de Alexandria (150 a 215 d.C.) foi o primeiro a aplicar o mtodo alegrico na interpretao do Velho Testamento. Props o princpio de que toda Escritura devia ser entendida alegoricamente. Isto era um passo alm dos outros intrpretes cristos e constitua a principal caracterstica da posio de Clemente. Na sua opinio, o sentido literal da Escritura poderia fornecer apenas um tipo de f elementar, enquanto que o sentido alegrico conduziria ao verdadeiro conhecimento. Veja a sua interpretao de Gnesis 22:1-4 - 1) os trs dias so simblicos; 2) ele v o lugar distncia.Orgenes (185 a 254 d.C.), seu discpulo, foi alm dele tanto em saber como em influncia. Foi sem dvida o maior telogo de seu tempo. Mas seu principal mrito reside no trabalho de criticismo textual que realizou, e no na interpretao bblica. Como intrprete, ele ilustrou mais sistemtica e extensivamente o tipo alexandrino de exegese (Gilbert). Numa das suas obras, apresenta pormenorizada teoria de interpretao. O princpio fundamental desta obra que o sentido que Esprito Santo d simples, claro e digno de Deus. Tudo que parece obscuro, imoral e inconveniente na Bblia serve simplesmente como incentivo para ultrapassar o sentido literal . Orgenes considerava a Bblia como meio de salvao do homem, e porque , de acordo com Plato, o homem consiste de trs partes - corpo, alma e esprito - ele aceitou que a Bblia tem uma trplice significao: a literal, a moral e a mstica ou alegrica. Em sua prtica exegtica, ele que menosprezou o sentido literal da Escritura, referiu-se raramente ao sentido moral, e constantemente empregou o sentido alegrico - visto que s ele produzia conhecimento verdadeiro.2. A Escola de Antioquia. A Escola de Antioquia foi, provavelmente, fundada por Doroteu e Lcio, no final do terceiro sculo, se bem que Farrar considere Diodoro, primeiro presbtero de Antioquia, e depois de 378 A.D., bispo de Tarso, como o verdadeiro fundadores da Escola. Diodoro escreveu um tratado sobre princpios de interpretao. O seu maior monumento, porm, constitudo de dois ilustres discpulos seus - Teodoro de Mopsustia e Joo Crisstomo (350 a 428 d.C.).Estes dois homens diferiam grandemente em vrios aspectos. Teodoro sustentou um ponto de vista liberal a respeito da Bblia, enquanto de Crisstomo a considerou em todas as suas partes como sendo a infalvel Palavra de Deus. A exegese do primeiro era intelectual e dogmtica; a do ltimo, mais espiritual e prtica. Um se tornou famoso como crtico e intrprete; o outro, se bem que fosse um exegeta de no menos habilidade, eclipsou todos os seus contemporneos como orador. Da porque Teodoro considerado o exegeta, enquanto que Joo foi chamado de Crisstomo (boca de ouro) por causa do esplendor da sua eloquncia. Eles avanaram no sentido de uma exegese verdadeiramente cientfica,. reconhecendo, como fizeram, a necessidade de determinar o sentido original da Bblia, a fim de fazer dele uso proveitoso. Eles no somente deram um grande valor ao sentido literal da Bblia, mas conscientemente rejeitaram o mtodo alegrico de interpretao. No trabalho de exegese, Teodoro superou Crisstomo. Os princpios exegticos da Escola de Antioquia lanaram a base da Hermenutica Evanglica Moderna. Infelizmente, Nestorio, discpulo de Teodoro envolveu-se numa heresia quanto a pessoa de Cristo, e a Escola fechou.3. O tipo Ocidental de exegese. Apareceu no Ocidente um tipo intermedirio de exegese. Acolheu alguns elementos da escola alegrica de Alexandria, mas tambm reconheceu os princpios da escola Sria. Seu aspecto mais caracterstico, entretanto, encontra-se no fato de haver acrescentado outro elemento que at ento no havia sido considerado, a autoridade da tradio e da Igreja na interpretao da Bblia. Atribuiu valor normativo ao ensino da Igreja no campo da exegese. Este tipo de exegese foi representado por Hilrio e Ambrsio, mas, de modo especial por Jernimo e Agostinho.A fama de Jernimo se baseia mais na traduo da Vulgata do que na sua interpretao da Bblia. Era conhecedor tanto do hebraico como do grego, mas seu tra...</p>